Carregando clima…
Preto no Branco

Defunto não nada

Defunto não nada

Título feio, mas é o que realmente precisa ser dito sobre o Serviço Municipal do Luto em Divinópolis, depois que passou a atender na avenida Antônio Olímpio de Morais, uma "baixada", quase esquina com a rua Sergipe. Toda vez que chove um pouco mais forte, como na tarde do último sábado, o imóvel é alagado. Não há um ponto que a água não chegue. Já invadiu a geladeira, molhou documentos, arrastou mesas, molhou as macas onde os corpos são preparados. As cadeiras saem de dentro flutuando e quase passam pelo portão. O que estão esperando para resolver esse problema? Um caixão seguir a correnteza junto com as cadeiras? Não é possível. Desde que o serviço saiu no antigo Pronto- Socorro e funciona neste local é desse jeito. Se a população, boa parte "porca", infelizmente, joga lixo na rua e entope os bueiros —  não é novidade — muda de lugar. O que não dá mais é familiares dos mortos e funcionários do Luto passarem por isso.   

Diplomação 

Se tudo continuar sem nenhuma intercorrência, a diplomação dos 17 vereadores escolhidos pelo povo para a próxima legislatura da Câmara de Divinópolis, acontece hoje às 19h. Pelo menos até ontem quando este PB foi encerrado, estava tudo ok, a não ser situações de prestação de contas que "levaram pau", não é só uma. O que não impede o eleito de receber o diploma. Agora, depois que tomar posse do cargo, marcada para 1° de janeiro de 2025, "são outros quinhentos". Aguardemos as providências até lá.

Tem mais?

Quem esperava os desdobramentos do “golpe de Estado” com prisões para 2025, foi pego de surpresa neste fim de semana. Em especial integrantes e simpatizantes da chamada direita no Brasil.  Um dos 37 indiciados no inquérito no mês passado, foi preso no último sábado:  o general Walter Braga Netto, em cumprimento a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida cautelar é determinada durante a fase de investigação ou no curso de um processo criminal, com o objetivo de assegurar o andamento regular das apurações e evitar prejuízos ao caso. Essa modalidade visa impedir que o acusado cometa novos crimes, destrua provas, ameace testemunhas ou fuja. Mesmo que tenha causado surpresa, esse tipo de prisão preventiva pode ser determinada em qualquer etapa da investigação, desde que se enquadre nas condições previstas no Código de Processo Penal (CPP). Depois disso, tem gente de "orelha em pé" temendo ter o mesmo destino antes do Natal. 

Assédio moral 

Prática condenável muito presente hoje na sociedade, seja no serviço público ou privado. As denúncias são constantes e motivos de ações na Justiça. Neste sentido, foi aprovado em 2º turno pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na última semana, projeto de lei complementar  que tem o objetivo de coibir o assédio moral no serviço público estadual. A proposição foi aprovada na forma do vencido, ou seja, sem novas alterações em relação ao texto votado em Plenário no 1º turno. Se for sancionada pelo governador Romeu Zema, a proposição dará origem à Lei Rafaela Drumond, para homenagear a policial civil que cometeu suicídio em junho de 2023, depois de sofrer  com o problema por muito tempo dos chefes da PC. Caso que repercutiu e gerou muita indignação. De autoria do deputado Professor Cleiton (PV), o PLC altera o Estatuto do Servidor Público Estadual, para assegurar punição no ambiente de trabalho. Na justificativa, o parlamentar lembra os crescentes casos de doenças, afastamentos e suicídios. Zema, certamente, não tem motivos para não sancionar. Seria compactuar e se esquivar da possibilidade de pelo menos amenizar, um problema tão grave. 

Vida Além do Trabalho

Mais um assunto polêmico e que gera muitas divergências, ganhou novo capítulo na última sexta-feira. O coordenador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), Rick Azevedo, vereador eleito pelo Rio de Janeiro, fez um desafio ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL) para debater, nos shoppings de Belo Horizonte, a proposta de redução da jornada de trabalho e fim da escala 6 por 1, uma folga semanal por seis dias trabalhados. Durante a fala, ele exibia sua carteira de trabalho. A cena aconteceu durante a audiência pública realizada pela ALMG para discutir os benefícios sociais da proposta de redução de jornada, que consta em Proposta de Emenda à Constituição (PEC) elaborada pela deputada federal Érica Hilton (Psol-SP). A reunião foi realizada pela Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia, atendendo solicitação de 14 parlamentares estaduais de esquerda. O próximo passo é mobilizar os trabalhadores em favor da proposta, levando debate às ruas. Nikolas Ferreira não havia respondido à provocação até ontem. Mas, certamente, o fará. Não vai perder a oportunidade de jeito nenhum. 

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…