Na frente

Se depender do resultado da Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 12, o senador Cleitinho (Republicanos) que confessou à coluna ainda está indeciso, agora ele coloca de vez seu nome à disposição para a disputa ao Governo de Minas. Claro que ainda é muito cedo e se trata apenas do primeiro levantamento, onde ele aparece na liderança da corrida para 2026. O divinopolitano é seguido pelo ex-governador e atual deputado federal Aécio Neves (PSDB) e pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil. Cleitinho lidera com 26% das intenções de voto. Aécio Neves aparece em segundo lugar, com 15%, em empate técnico com o ex-prefeito Alexandre Kalil, que tem 14%. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) que também vislumbra esta possibilidade ficou na quinta posição apenas com 7%. A pesquisa ouviu 1.480 eleitores entre os dias 4 e 9 de deste mês. Como ainda tem muita “água para passar debaixo da ponte”, aguardemos os próximos passos.
Lula/ Michelle
A Genial/Quaest também ouviu quase nove mil pessoas para a Presidência da República. O atual mandatário Lula (PT) aparece na frente das intenções de voto em simulações contra nomes da direita para a eleição de 2026. Se a eleição fosse hoje, o petista venceria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos) e o de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). O levantamento também apurou um cenário com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), no lugar de Lula. Haddad também aparece à frente nas simulações. Com Bolsonaro inelegível até 2030, a Quaest avaliou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é a favorita e mais citada para substituir o ex-presidente. Ela aparece com 21% da preferência, seguida pelo influenciador Pablo Marçal (18%) e pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (17%). Foram ouvidas 8.598 pessoas no mesmo período da pesquisa para governador, ou seja, antes da internação de Lula. Disputa que promete “altos babados” até 2026.
Câmeras em Minas
Passou, pelo menos em primeiro turno, nesta quinta, 12, o Projeto de Lei (PL) 2.684/21, de autoria do deputado Doutor Jean Freire (PT), que autoriza a implantação de sistema de áudio e vídeo nas viaturas e nos uniformes de policiais civis e militares do Estado. A autora do parecer e presidente da comissão, deputada Andréia de Jesus (PT), recomendou a aprovação da matéria na forma do substitutivo nº 2, que atribuiu maior detalhamento à proposição com base na Portaria nº 684/2024 do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A normativa, que serviu de fundamento para o substitutivo apresentado, estabelece diretrizes sobre o uso de câmeras corporais pelos integrantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal Federal, polícias militares dos estados, corpos de bombeiros militares, polícias civis, polícias penais dos e guardas municipais. Em seu parecer, a deputada Andréia de Jesus apresentou também dados para defender a aprovação. Informações do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 mostraram o aumento do número de mortes em confronto em serviço de policiais civis e militares. O estudo também apontou um crescimento da letalidade policial na última década. Já passava da hora, visto que Estados, como São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro implementaram o uso da tecnologia, tendo como modelo práticas internacionais. E olha que mesmo assim, ainda são registradas diversas ocorrências de abusos de autoridades e desvios de conduta. E sem nada? Mesmo levando em conta que a Polícia Militar de Minas é considerada uma das melhores do país, neste quesito, não dá para fugir à regra.
Segurança nas escolas
Enquanto isso, o Projeto de Lei (PL) 3.595/22, que originalmente autoriza a implantação de segurança armada nas escolas da rede estadual de ensino, está pronto para ser votado de forma definitiva (2º turno) pelo Plenário da ALMG. Em reunião realizada durante a noite desta quarta-feira, 11, a Comissão de Segurança Pública da ALMG aprovou parecer favorável ao projeto na forma de um novo texto (substitutivo nº 1) ao aprovado pelo Plenário em 1º turno (vencido). De autoria do deputado Bruno Engler (PL), a proposição foi relatada pelo presidente da comissão, deputado Sargento Rodrigues (PL). Em reunião nesta quarta-feira pela manhã, ele determinou a distribuição de cópias de seu parecer para análise dos colegas. Durante a reunião da noite, após negociação, foi aceita proposta de emenda de autoria da deputada Beatriz Cerqueira (PT) que modificou um dispositivo que autoriza a contratação de serviços de vigilância patrimonial para as escolas. O texto inicial do substitutivo autorizava a contratação de vigilância patrimonial armada. O novo texto retira essa expressão, autorizando o Estado a “contratar serviços de vigilância patrimonial, observadas as especificidades e as necessidades dos estabelecimentos de ensino”. Trocou seis por meia dúzia, mas o importante é que passou.
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