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Preto no Branco

Saúde feminina 

Saúde feminina 

Audiência pública realizada pela Comissão dos Direitos da Mulher da ALMG, debateu a saúde feminina. O encontro reuniu profissionais e ativistas da área. O requerimento é de autoria da deputada Ana Paula Siqueira (Rede), presidenta da Comissão e a atividade integrou a campanha mundial "Outubro Rosa", que alerta para formas de prevenção e combate ao câncer de mama. Não resta dúvida que outubro é um mês importantíssimo para se discutir esse tema e ganhou extrema relevância ao longo dos anos por ajudar a prevenir a doença e até salvar a vida de muitas mulheres. No entanto, é preciso ressaltar que ações como esta precisam acontecer durante todo ano, visto que a doença não tem prazo. Fundamental também, a própria mulher entender que ela é a responsável por sua proteção em todos os sentidos, em especial à saúde. Por isso, precisa se rodear destes cuidados, exceto àquelas que não tem o mínimo de condições, depende exclusivamente da saúde pública, e esta, na maioria das vezes, deixado a desejar. 

Fila enorme 

O deixar a desejar pode ser ilustrado com a longa fila de espera para a realização de mamografia em Divinópolis, por exemplo.  326 mulheres aguardam para realizar o exame pelo SUS, na cidade. Entre as pacientes, algumas  esperam desde o ano passado. Uma delas está classificada como prioridade “alta”, e aguarda sua vez de chegar desde o dia 07 de dezembro de 2023. Ou seja, 10 meses que podem significar uma gravidade enorme da doença, caso seja constatada. Já passou e muito dos seis meses toleráveis, segundo especialistas. Situação inadmissível e desumana. Mais uma constatação de que, quem não tem dinheiro ou saúde suplementar, morre à míngua e não é de hoje. As demais estão entre média e baixa. O que já não pode esperar tanto, imagine a de alta prioridade. Nestas situações, não interessa de quem é a responsabilidade: da Prefeitura, do Estado, o que precisa é resolver e para ontem. 

A lei

Mesmo tendo a certeza que as leis para os menos favorecidos no Brasil, e "nada" é a mesma coisa, é preciso ressaltar que uma em específico rege sobre esta urgência para estes pacientes. É a  Lei n° 12.732,  que determina que o paciente com laudo médico tem 60 dias para começar o primeiro tratamento médico. A norma também diz que os usuários da rede pública com suspeita de câncer precisam ter acesso a todos os exames necessários para o diagnóstico em até 30 dias. Conforme as orientações do Ministério da Saúde, esse período é mínimo para identificar a doença e para não comprometer a saúde da paciente. Exatamente o que foi dito no tópico anterior. Mas, é isso que acontece? Não adianta o órgão maior da saúde no país impor prazos e datas, se não oferece suporte necessário aos municípios para que as determinações sejam cumpridas. Mais uma vez, só no papel para fingir que está fazendo a sua parte. Pura hipocrisia! 

Pendência no cadastro 

Sobre a fila de espera com tantas pacientes, a Prefeitura de informou que para a realização do exame mamográfico tem uma espera média de 30 dias e que essas mulheres que estão há meses aguardando podem estar com alguma pendência no cadastro, e que é necessário que cheguem em alguma unidade de saúde para verificar o que houve. Ok. Como dito também acima, a mulher é a principal responsável por seus cuidados, e, algumas por esquecimento ou outro motivo, perdem o prazo. No entanto, é sabido que boa parte delas, não tem tanta facilidade e conhecimento para resolver a situação com a pressa que ela exige. Nestes casos, não seria prioridade ter um serviço social nestas unidades para resgatar estas pessoas? Ficar por conta de olhar estes cadastros e ir atrás, em especial em locais carentes? Esse seria o cuidado ideal e necessário. Pode apostar que em alguns casos, há até mortes nesta longa espera, e a unidade responsável nem fica sabendo. Muito triste!

Sem capacitação 

E não é somente o câncer de mama e outros cometimentos da doença, o único gargalo da saúde pública no país. A necessidade de melhorar o diagnóstico e o tratamento da osteoporose, em especial no SUS, depende de conscientizar a população, capacitar os profissionais de saúde e adquirir equipamentos. Pontos  ressaltados pelos participantes de audiência pública nesta segunda-feira também na ALMG. Conforme relatos durante o encontro, a falta de equipamentos e de capacitação dos médicos dificulta o rastreamento da doença. Sem mais!

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