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Preto no Branco

Na contramão 

Por Bruno
Na contramão 

A tesoureira nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleide Andrade, com ligações familiares em Carmo do Cajuru,  mas nascida em Divinópolis, onde atuou como professora, saiu em defesa de seus aliados ao apoiar os deputados que votaram a favor da “PEC da Blindagem”. Ela destacou o assunto, durante evento com correligionários em Minas Gerais, quando falou sobre os 12 representantes do Estado, que foram favoráveis. Além disso, disse existir uma orientação partidária sobre o tema. Neste contexto, pode se inserir também, seu marido, o deputado federal por São Paulo, Jilmar Tatto (PT),  um dos que votou favorável à proposta. Neste sentido, é difícil enxergar preocupação com vontade popular, e sim, com interesses próprios. 

Do outro lado

Dentro de toda a polêmica que se instalou no país desde a aprovação do projeto na Câmara, na última semana, há aqueles que a defendem com "unhas e dentes", mas felizmente, tem também os que não concordam. Entre eles, a deputada  Lohanna França (PV), outro nome que representa Divinópolis. Preocupada também com as pautas nacionais, criticou de forma indireta a atitude de Gleide: “Na ausência de coisas boas para dizer, cabe lembrar que o silêncio é um direito que as pessoas podem usar. Melhor do que envergonhar todo um campo", disse. Seria uma forma de servir a carapuça? Já neste aspecto, vale destacar dois pontos importantes. O desentendimento que houve entre as duas, interesse zero de ambas as partes de se estender bandeira branca. Além do mais, Lohanna está pavimentando sua trajetória rumo a Câmara Federal no próximo ano. Cargo que também será disputado por Gleide. Detalhe: a caça pelos votos tem como foco principal, a mesma cidade e região. 

Saiu em defesa 

Outro representante da cidade, que também saiu em defesa da população sobre a tal PEC foi o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Foi totalmente na direção contrária a de aliados como os deputados federais Euclydes Pettersen, mesmo partido, e Nikolas Ferreira (PL), que concordaram em gênero, número e grau com proposição. Fez duras críticas à proposta  afirmando ser um "tapa na cara do povo". Para ele, trata-se de um escárnio e falta de vergonha do parlamento.  Em seu discurso no plenário, destacou que todo voto de político precisa ser aberto. Certíssimo. No entanto, é um assunto que nem deveria ser abordado ou pedido. É uma obrigação. Afinal, aquele que paga o salário tem o direito de saber de tudo que seu "empregado" faz. A expectativa agora é que a indignação do senador e outros companheiros de bancada, aliada aos protestos de domingo, essa “PEC da malandragem", seja engavetada de vez. 

Recado das ruas 

O recado foi dado. Milhares de pessoas foram às ruas neste domingo, 21, em ato contra a proposta que teve ok da maioria dos nobres deputados federais, inclusive os de Minas Gerais. E não só da direita, e do chamado "centrão", mas da esquerda, que não cansa de dar vexame. No entanto, a população de todo país lotou às vias, praças, praias, e mostrou por meio de faixas, cartazes e discursos que a resposta é não. Na Câmara já são conhecidos os rostos que foram favoráveis e contrários. Será que no Senado vão arriscar "a pele" em um ano que antecede às eleições. Se for olhar pelo lado que o umbigo é a principal mira da maioria, dificilmente passa. Na dúvida, antes ficar em um mandato sob à mira da Justiça, do que fora dele. E os motivos, nem precisa dizer.

Vai votar contra 

A Proposta de Emenda à Constituição foi aprovada em dois turnos, terça-feira da semana passada, noite adentro. Teve apoio de 344 deputados e 133 contrários, e restringe a prisão em flagrante de parlamentares. A proposta prevê a necessidade de permissão do Poder Legislativo para abertura de ações penais. Com a aprovação, irá para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o presidente, senador Otto Alencar (PSD-BA), já afirmou que não irá pautar e que, caso vá para o Plenário do Senado, votará contra. Aguardemos! 

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