Negociações? Normal

As eleições se aproximam e as movimentações nos bastidores seguem a todo vapor. A meta é entrar em 2026 com muita coisa definida, visto que o tempo tem voado. E tudo começa com as definições do partidos, primeiro passo.No entanto, o troca- troca não é tão fácil, talvez, por isso, poucos se animaram ainda a confirmar possíveis novidades. Exceto o PSD. Em Minas, é o partido que mais tem mexido o tabuleiro de olho no processo eleitoral do ano que vem. Depois de o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab vir à Belo Horizonte em encontro que movimentou lideranças, em especial os prefeitos, o primeiro resultado já apareceu. O deputado estadual Gustavo Valadares esquentou os corredores, apontando também para a quase certa filiação à sigla do vice-governador Mateus Simões (Novo). O que vem sendo cogitado há pelo menos quatro meses. Entendimentos super reservados entre interlocutores do vice-governador e Kassab confirmam toda a negociação. O que isso pode significar? Simões, atualmente no Novo, sai como candidato ao governo com um apoio maior, a começar pelo próprio Romeu Zema, mesmo partido, que já havia anunciado aos "quatro ventos", em troca, recebe o mesmo para um candidatura até de vice para a Presidência da República. Político "não dá ponto sem nó"! Mas, e Rodrigo Pacheco, também do PSD, e o candidato do presidente Lula (PT) ao governo mineiro, vai trocar de partido? Impossível imaginar ele e Simões no mesmo palanque, mesmo que não dispute o cargo.
Vai minar?
Para a tristeza e preocupação da maioria dos nobres deputados federais, a "PEC da Blindagem", ou da "malandragem", como queiram não vai para frente. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta segunda-feira, 22, que votará pela rejeição da proposta. E olha que ele é o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Vieira justificou sua posição afirmando que o projeto cria riscos de impunidade e compromete princípios democráticos, ressaltando que parlamentares não devem ter proteção especial contra decisões legais que envolvam abuso de mandato ou crimes. E não é o único. Antes dele, Cleitinho Azevedo (Republicanos), Romário (PL-RJ) e Efraim Filho (União-PB). Muitos que estavam "em cima do muro" também já se posicionaram contrários. Na verdade, o último levantamento publicado na tarde desta segunda, 22, mostra que 55 dos 81 senadores já estão convictos do não. Claro que a decisão veio depois dos atos de domingo, porque ninguém quer arriscar os votos no próximo ano. Mas, pelo menos não vão passar tanta vergonha como os deputados e não terão seus nomes expostos tidos como "traidores".
Tentativa de blindagem
Isso ficou claro. Tanto que os mais espertos estão tentando se livrar e desvincular seus nomes de uma das medidas mais impopulares até hoje da Câmara. Um deles, o próprio presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), muito criticado após a aprovação. Ele "pulou do barco" e um dia depois dos protestos, revelou que é hora "de tirar da frente, todas essas pautas tóxicas". Depois que o "bicho pegou literalmente", fazer o quê, né? Mas, como dizem os mais antigos: "Antes tarde do que nunca"! Será que ele puxou a fila dos arrependidos?
Em tramitação
A PEC foi aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados e segue está em análise no Senado. Porém, o resultado, todos já sabem. A proposta prevê a criação de mecanismos que dificultariam a perda de mandato de parlamentares condenados por decisões judiciais, um tema que gerou ampla discussão entre especialistas e membros do Congresso, e culminou com milhares de pessoas nas ruas no último domingo. Críticos do texto argumentam que caso aprovado, o projeto pode enfraquecer o sistema de responsabilização política e judicial. Como se não já estivessem. Porém, piorar num momento desses, seria o fim de toda a esperança de melhora dos brasileiros.
Liderança negada
Por falar no presidente Hugo Motta, ele negou nesta terça-feira, 23, a indicação do PL para que o deputado Eduardo Bolsonaro, que pertence ao partido, ocupe a liderança da Minoria na Casa. Nos Estados Unidos desde março, o filho do ex-presidente Bolsonaro, principal nome do Partido Liberal no país, havia sido indicado para o cargo por seus apoiadores, em uma tentativa de driblar uma eventual cassação por faltas. Motta justificou o "não" por meio do parecer da Secretaria-Geral da Mesa (SGM), que admite a possibilidade dos parlamentares participarem à distância das votações, pelo aplicativo Infoleg. No entanto, não dispensa o comparecimento presencial às sessões. Ou seja: a tentativa "faiô".
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
