Por unanimidade

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado passou uma bela de uma rasteira na Câmara. Aliás, em boa parte dos seus nobres deputados que dizem representar o povo brasileiro. Rejeitou a “PEC da Blindagem”, por unanimidade. A apreciação foi na manhã desta quarta-feira, 24. Ou seja: a proteção de parlamentares contra a atuação da Justiça, “caiu por terra”, pelo menos por enquanto, já que ainda passará pelo Plenário da Casa. O placar ficou em 26 votos favoráveis, já que o presidente da Comissão só vota em caso de empate. A proposta, bastante criticada e motivo de dezenas de protestos país afora, levanta uma questão relevante: a quantidade de parlamentares enrolados com a Justiça. Ou alguém acha que existe outra explicação para a aprovação do texto de forma tão rápida?
Passa de 100
A população brasileira tem como representantes, 513 deputados e 81 senadores, um total de 594. Deste número, exagerado, por sinal, 108 estão com alguma pendência com a Justiça. Ou seja, 18%. O que significa perto de 1 em cada 5 eleitos. A pergunta é: como é possível essa quantidade, eleita pelo voto popular, ter alguma pendência judicial? Isso somente com o Supremo Tribunal Federal (STF). E as outras instâncias inferiores? Quantos devem ter algum processo tramitando? Do jeito que a coisa anda na política nos últimos anos, e caso nada mude, é possível se cogitar que em pouco tempo, “banda podre” congressista se tornará majoritária. Fazendo esta análise, fica fácil entender os motivos de a grande maioria ter votado pela aprovação da “PEC da Blindagem”. Escabroso? Sim. Mas, real.
Vem forte
Essa é a opinião do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), “que está bonzinho” nos últimos dias, sobre a situação do presidente Lula (PT) em relação à reeleição em 2026. Enquanto vê a direita “desorganizada” entre vários presidenciáveis. A análise, conforme o parlamentar, é imparcial. A vantagem de Lula, na sua visão, é em virtude das sanções impostas pelos Estados Unidos em retaliação ao processo contra o ex-presidente Bolsonaro (PL) e, posteriormente, à sua condenação, quando o governo federal adotou um posicionamento de defesa da soberania que refletiu em uma melhora da população. O slogan do governo passou de “União e Reconstrução” para “Do lado do povo brasileiro”. Jogada de mestre, ou pura esperteza, se aproveitando da situação?
No que vem?
A primeira reunião oficial entre a Associação Mineira de Municípios (AMM), e o Governo de Minas Gerais nesta terça-feira, 23, em Belo Horizonte, debateu temas importantes. Um deles, a finalização das obras dos hospitais regionais. Até aí tudo certo. No entanto, quando questionado sobre as inaugurações, o governador Romeu Zema (Novo), soltou um “no ano que vem”. A resposta ficou no ar, visto que ninguém presente, entrou em detalhes, e todos se deram por satisfeitos, e certamente, não se lembraram de Divinópolis. Por aqui, existe a promessa da entrega ainda neste ano. Pelo menos foi o que a Secretaria de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), garantiu ao Agora na última semana. Teria mudado algo e nem o prédio em 2025? Aguardemos.
Proximidade
Nem tanto, pelo menos com o chefe do Executivo de Divinópolis, Gleidson Azevedo, e olha que ele é do Novo. Mas, o vice-governador, Mateus Simões — pré-candidato de Zema para assumir seu lugar — dos dois do mesmo partido de Azevedo, celebrou a proximidade cada vez maior entre o governo de Minas e as prefeituras. Segundo ele, o que vem contribuindo para que se encontre soluções para as demandas de forma mais veloz. O Hospital Regional é uma prova dessa aproximação e agilidade. Sem comentários!
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