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Preto no Branco

Retaliação? 

Por Bruno
Retaliação? 

A atitude de Cleitinho Azevedo (Republicanos) em liderar o movimento no Senado que derrubou a “PEC da Blindagem” pode ter lhe custado uma “rasteira”. Pelo menos é o que parece com a mudança no cenário político mineiro que começa a sofrer modificações, mesmo que leves. Desde a semana passada, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), passou a reconsiderar sua posição sobre candidatura no ano que vem e passa a mirar diretamente a cadeira de Romeu Zema (Novo). A ideia original do presidente nacional do seu partido, Waldemar da Costa Neto, era usá-lo como puxador de votos na disputa do ano que vem. No entanto, é outro que mudou de posição de forma muito rápida, e agora diz que desperdiçar um nome que desponta como favorito ao governo Mineiro seria um erro estratégico. Acredite quem quiser, mas está parecendo mais “um recado” a Cleitinho por causa da PEC — votada em massa por filiados ao Partido Liberal e seus apoiadores, e pelo fato de o senador ter trânsito livre no “Centrão” e também na esquerda. É óbvio que um campo tão radical não vai querer um nome assim. O motivo? Os seus escolhidos são uma espécie de “paus mandados”, e Cleitinho não se submete a este comportamento. 

Peça decisiva 

Decisão tomada — se permanecer até o fim, é claro, a caça passa a ser por um vice que sustente a candidatura do deputado que até terá seus 30 anos. É aí que entra a incerteza. Conforme informações de bastidores, o nome para compor a chapa, não viria da direita conservadora, ou de outro campo da política. O que reforça as pretensões, porque não dizer imposições de Nikolas de trazer alguém de fora, abrindo assim, espaço para alianças fora do seu núcleo convencional. A quem diga que seria uma pessoa ligada a setores empresariais ou da sociedade civil. Uma peça decisiva, uma espécie de suporte?  Depende. Se for alguém forte ligado à Fiemg ou à Associação Mineira dos Municípios, por exemplo, acertaria em cheio. Afinal, são órgãos que conhecem de perto a realidade de cada região e município deste imenso estado chamado Minas Gerais. 

Tour nos EUA

Poucas pessoas com uma oportunidade dessas, diriam “não”. Quando se trata de política então, a porcentagem é menor ainda. Analisando por este lado, muitos prefeitos mineiros embarcaram no último sábado, 27, rumo aos Estado Unidos para participarem de uma conferência. Isso com tantos recursos tecnológicos para comunicação a disposição.  Mas, é aquela coisa: “dinheiro não sai do próprio bolso, então, o negócio é aproveitar as oportunidades. Neste caso, quem arca é a Associação de Municípios da Microrregião do Planalto de Araxá (Ampla), que agora passou a se chamar Associação dos Municípios Integrados de Minas Gerais (Amimg), de onde veio o convite. A conferência aconteceu ontem e prossegue hoje. Durante o evento, será celebrado um acordo de cooperação técnica entre o Consórcio Internacional de Comércio de Miami-Date, a Prefeitura de Miami-Date, a Sister Cities International e a Amimg. O retorno está previsto para o próximo sábado, 4. Ou seja: três dias a mais para passear. 

CPMI do INSS

As oitivas tiveram prosseguimento nesta segunda-feira, 29, com foco nos depoimentos de dirigentes de associações e advogados suspeitos de envolvimento no esquema bilionário de desvio de recursos da Previdência. Foi que antecipou o senador Carlos Viana (Podemos),  sob justificativa de que a comissão dará prioridade a nomes diretamente ligados às irregularidades, deixando servidores públicos para etapas seguintes. O primeiro a ser ouvido foi diretor-geral da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto, entidade que está entre as quatro maiores beneficiadas pelos repasses e que, segundo o Viana, teria relação com a venda de um avião a um deputado e o uso de emendas parlamentares. Nos corredores, a informação é que este parlamentar mineiro, da direita, jovem e muito conhecido. Alguém arrisca?

Um dos “cérebros”

Outro depoimento considerado de extrema relevância para a comissão, é do advogado Fernando Cavalcante, ligado a Nelson Willians, investigado pela CPMI é alvo de pedido de prisão por risco de fuga e ocultação de patrimônio. A comissão vai ouvir ainda, o advogado amigo de Willians e de Mauricio Camisotti, apontado junto com Antônio Carlos Camilo como um dos “cérebros” da criação de associações falsas e contratos fraudulentos. Camisotti teria ligação direta com Fernando Cavalcante, suspeito de envolvimento em lavagem de dinheiro, dono de adega pertencente avaliada em R$ 7 milhões. É muito dinheiro. Mas, a safadeza e a covardia são muito maiores. 

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