Carregando clima…
Preto no Branco

Pulou fora 

Por Bruno
Pulou fora 

Praticamente assistindo de camarote o desajuste na direita em relação às eleições do ano que vem, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pulou do barco e está fora da disputa para a Presidência da República. Sua decisão caiu como uma bomba na direção nacional do PL, visto que entre os governadores propensos a entrar na disputa, seu nome era o de maior peso. Faltando pouco mais de dois meses para o fim do ano, Waldemar da Costa Neto vai ter que praticamente recomeçar uma possível estratégia, visto que o ex-presidente Bolsonaro é praticamente "carta fora do baralho". Entre os chefes do Executivo que restaram, algum estaria apto para bater de frente com Lula (PT), caso ele tente a reeleição? 

Novo protagonista 

Com Tarcísio fora da disputa, a direita se vê meio fragilizada e pode apostar nos três governadores que restaram, mesmo com menor expressão nacional: Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União) e Ratinho Jr. (PSD). Entre os três, Zema pode ser considerado o mais próximo de Bolsonaro, pelo menos fez com que isso ocorresse de um ano para cá.  Seria ele, o novo protagonista? Se depender da sua vontade e intenção, sim. No entanto, é considerado pela cúpula do PL ainda sem expressão nacional. Dito isso, resta Michele Bolsonaro, que em evento no último fim de semana, afirmou querer continuar como primeira dama, mas se seu marido quiser, entra na disputa. Como é ele quem dá a última palavra no partido, não seria surpresa.

À reeleição 

 A informação de que o  governador de São Paulo na irá concorrer a principal cadeira do Executivo no País, foi dada por ele mesmo a Bolsonaro em reunião da casa do ex-presidente nesta segunda-feira, 29, em Brasília.  Ele deu a notícia em visita autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Tarcísio disse que vai concorrer à reeleição em São Paulo. O governador é tido como preferido pelo campo conservador, e certamente deixa um buraco na direita. Mas, analisando a decisão, percebe-se que ele é mais um que pensa principalmente em si, quando se trata de política. Isso fica claro, pois as chances de ser reeleito no principal Estado do País, é bem mais fácil do que vencer uma disputa para presidente. Isso é fato!

Enquanto isso

Romeu Zema, que ainda não emplacou como nome forte rumo ao Palácio do Planalto e segue com índices de intenção de votos abaixo do necessário para se firmar como pré-candidato, tenta seduzir os eleitores como representante da direita, levaando seu nome ao resto do País. Desde que se colocou à disposição para a disputa do cargo, vem tentando nacionalizar seu rosto, em especial, nas redes sociais e apimentando debates sobre pautas nacionais, como a "PEC da Blindagem", até se vestiu de personagem — uma armadura medieval —  e a anistia aos presos de 8 de janeiro, que tenta ganhar corpo na Câmara. É o nome mais viável, sem Tarcísio, não resta dúvida. Porém, precisa muito mais do que vem fazendo. 

Foi na onda 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi na onda de Cleitinho Azevedo (Republicanos), quando em seu discurso na Casa nesta terça-feira, 30, cumprimentou e agradeceu a presença do prefeito de Belo Horizonte Álvaro Damião (PSB) no Plenário. Alcolumbre se embananou em alguns momentos, quando precisou falar Belo Horizonte, Minas Gerais... Tanto que emendou rapidamente outro assunto se referindo a Fuad Noman, que morreu, e Damião assumiu seu lugar, etc. Isso porque estava falando do segundo estado mais importante politicamente do País. E se faltasse a boa parte dos políticos apenas conhecimento geográfico, tava bom. Aff!!

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…