‘Dark Horse’

A quinta-feira amanheceu com novidades sobre o caso envolvendo o filme sobre a trajetória do ex-presidente Bolsonaro (PL). O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a investigar os repasses financeiros destinados ao filme "Dark Horse". Isso significa que a corporação vai apurar os valores transferidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção cinematográfica. Os repasses teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), filho número 1 do ex-comandante do Executivo nacional, e pré-candidato à Presidência da República. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se manifestado previamente a favor da abertura das investigações. Flávio nega qualquer irregularidade nos repasses, e pode não haver. Mas, a esta altura do campeonato, na disputa da principal eleição do país, até provar que “focinho de porco não é tomada”, o estrago já foi feito.
Nova denúncia
E o filme passa a não ser o único problema que liga o nome de Flávio Bolsonaro ao Banco Máster. O senador respondeu nesta quarta-feira, 22, sobre uma reportagem que revelou a contratação de seu escritório de advocacia por uma empresa ligada à consultoria Copenhagen, que recebeu repasses milionários ao Master. Ele usou as redes sociais para negar qualquer violação às leis, e afirmou que a relação profissional foi "completamente legal e privada". Enfatizou ser alvo de uma tentativa de desgastar sua candidatura. A manifestação veio a público após o portal Metrópoles informar que o escritório do qual é sócio recebeu R$ 500 mil da empresa Contábil Correa pela prestação de serviços jurídicos. A reportagem também revelou que duas notas fiscais emitidas pelo escritório para a Copenhagen, no valor total de R$ 1 milhão, foram posteriormente canceladas. Sobre o fato, Flávio confirmou que prestou serviços, mas que recusou uma contratação da Copenhagen e, por isso, as notas fiscais foram canceladas. O senador ainda acusou o portal de publicar as informações para atingir sua imagem, já que a versão dos fatos não foi contemplada. O tempo dirá quem tem razão!
Fala muito
E como era esperado, em se tratando de uma polarização gigantesca no país, além PT, o PCdoB e PV, que integram a Federação Brasil da Esperança, também apresentaram uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro por declarações sobre as urnas eletrônicas. A representação foi protocolada nesta quarta-feira, 22. Os partidos sustentam que as declarações repetem a estratégia adotada pelo ex-presidente e afirmam que seu filho tem conhecimento da "natureza ilícita" da conduta, uma vez que o tema já foi analisado e esclarecido reiteradamente pela Justiça Eleitoral. Ainda assim, segundo a ação, o senador voltou a divulgar as alegações. A federação pede a remoção imediata de conteúdos que, segundo os partidos, disseminam informações falsas sobre o sistema eletrônico de votação por fazerem parte de um "movimento articulado de desinformação. Com as práticas, não é possível afirmar, mas que conversa demais igual ao pai, isso é fato. E quem fala muito...
O nome?
E ainda sobre Flávio Bolsonaro, o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe (PL), é hoje o principal nome pela coordenação de campanha do senador, para disputar o governo de Minas, caso o senador Cleitinho (Republicanos) desista de concorrer ao cargo, ou formar aliança com o PL. A cúpula do partido nacional se reuniu nesta quarta-feira, 22, em Brasília, onde a possibilidade foi discutida. O partido aguarda uma resposta do Republicanos para definir como seguirá na corrida eleitoral. A expectativa é de que Cleitinho se manifestar nesta sexta-feira, 24, já que a convenção da sua legenda é no sábado, 25. Enquanto, não há nada certo por parte do divinopolitano, o PL prepara um possível substituto. Informações de bastidores, dão conta de que o senador Rogério Marinho (PL), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio, tem rasgado elogios ao nome de Roscoe em suas conversas de articulação com lideranças. Já diz um ditado conhecido: “Onde há fumaça, tem fogo”.
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