Sincronia perfeita

Impossível mensurar o que significa a sincronia entre Divinópolis e o Jornal Agora. Perfeita, como está no título, foi a palavra capaz de resumir essa parceria. Mas vai muito além disso. A “Princesa do Oeste”completa, neste 1º de junho, 114 anos de luta, crescimento, desenvolvimento e grandes conquistas. Hoje, é imponente e inspiradora não somente no Centro-Oeste, mas em toda a Minas Gerais. Em boa parte de tudo isso, o Agora esteve presente e mostrou passo a passo. Afinal, conta a história da cidade há 55 anos, quase a metade do tempo da existência do município. E, não por acaso, faz aniversário no mesmo dia. E é por esse e outros inúmeros motivos que a celebração é tão especial. Um parabéns duplo para dois aniversariantes que conquistaram juntos, ao longo dos anos, não somente experiência, mas solidez, respeito e servem de referência para toda a região e o estado. Quem venham muito mais conquistas e celebrações.
Motor econômico e logístico
Falar de Divinópolis não é só se referir a mais uma das diversas cidades desenvolvidas do interior mineiro. É o coração econômico do Centro-Oeste. São cerca de 243 mil habitantes, mas a influência bate em mais de 60 municípios ao redor. É polo de confecção, metalurgia, saúde e educação superior. O setor de serviços lidera o ranking econômico, considerado fundamental para o “boom” dos últimos anos. A cidade virou entroncamento ferroviário ainda no século 20 e até hoje carrega o apelido de “Princesa do Oeste” por causa disso. Ferrovia, BR-262 e 494 fazem dela corredor logístico entre Belo Horizonte, Triângulo e São Paulo. Se Divinópolis trava, o abastecimento da metade do estado sente. Universidade, indústrias, comércio forte e agora o Hospital Regional… Sem o principal município, o Centro-Oeste perde a capital econômica e Minas, parte do equilíbrio. Importante? Muito pouco. Fundamental.
Termômetro político e cultural
Divinópolis tem peso eleitoral e crucial para os representantes na Assembleia Legislativa, Câmara Federal e, nos últimos anos, no Senado com um fenômeno chamado Cleitinho Azevedo. Se, antes, muitos deputados de fora – os paraquedistas – foram eleitos com votos que saíram do colégio eleitoral da cidade, imagine agora, quando os olhos estão voltados para cá, pois o município teve um primeiro senador da sua história e pode ter, a partir de 2027, o primeiro governador. Por isso, principalmente neste momento, ignorar a cidade politicamente é loucura, seja de candidatos ou quem já está à frente de algum cargo. Prefeito daqui vira referência regional e estadual. Gleidson Azevedo que o diga. Culturalmente, é celeiro. Adélia Prado, o Teatro Gravatá, muitos artistas, projeto Fazendo Arte e muitos outros. Enfim, na celebração de mais um aniversário, 114 anos não é só idade. É persistência, consolidação, está entre as melhores de Minas por meio de trabalho, exemplo e poesia.
Arquivo vivo da cidade
Isso, literalmente, é memória que a rede social não guarda. 55 anos de Jornal Agora: significa mais de meio século de Divinópolis registrado no papel e, agora, no digital. Troca de prefeito, inauguração de pontes, hospitais, crimes que chocaram, títulos do Guarani, obra que nunca saiu do papel, projeção da cidade na política estadual e nacional, conquistas das mulheres, como a primeira prefeita da história. Enfim, tudo está registrado. Dito isso, o feed do Instagram apaga, storie tem um limite de tempo, grupo de WhatsApp apaga boato ou fake depois que espalha. Mas o jornal impresso vira arquivo público, fonte para pesquisador, prova para historiador. A versão on-line amplia o alcance e mantém o compromisso com apuração e data, porém, o papel tem cheiro e manuseio especial. O tempo passou, e hoje tudo também está no on-line, para somar com a nostalgia do impresso. Ou seja, as possibilidades ampliaram e, em qualquer uma delas, o Agora sempre estará lá, levando a verdade e credibilidade, com seu compromisso com a população e sempre participando e contando a história da cidade.
Fiscalização em duas frentes
Para fechar este PB especial: o impresso chega na mão do vereador, do comerciante e do aposentado que não usa celular. A manchete é vista na banca, no comércio, na empresa, na Câmara, na Prefeitura, na fila do banco. Cria pressão física: é difícil ignorar uma capa falando de licitação suspeita, de corrupção em um dos poderes. O on-line dá agilidade. Sessão no Legislativo acabou às 22h? 22h20, no máximo, a matéria está no ar, com vídeo e documento. A denúncia chegou pelo WhatsApp da redação? Vira reportagem em tempo recorde com os dois lados ouvidos. Mais do que nunca, com os dois formatos a tempo e horas, o Agora é testemunha histórica dos fatos da cidade, há 55 anos como referência do bom jornalismo. Quem venham mais 55!

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