Corrida

A campanha eleitoral, curta na disputa de 2026, caminha para o fim. Os candidatos têm menos de duas semanas completas para tentar convencer o eleitorado. E isso vale muito para os postulantes ao governo de Minas que correm atrás do prejuízo para tentar alcançar Cleitinho Azevedo (Republicanos). O senador mantém a liderança com vantagem sobre os demais adversários nas últimas três rodadas, conforme pesquisa Datatempo. É o que mostra comparação dos levantamentos de junho, agosto e setembro. Segundo os cenários selecionados nas três rodadas, Cleitinho passa de 28,8% em junho para 35,5% em agosto e registra 33,7% em setembro. Vale ressaltar que na primeira pesquisa em questão, o senador ainda não havia confirmado que pretendia concorrer ao Palácio Tiradentes. Quando confirmou que disputaria a principal cadeira do Executivo mineiro, houve um salto nos números, e, consequentemente, os principais concorrentes, Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT) caíram no ranking. Resta saber se o cenário permanece o mesmo até o final.
Entenda
A principal mudança, detalhada pelo jornal O Tempo, ocorreu em relação às intenções de voto no ex-prefeito de Belo Horizonte, Kalil. Em junho, ele registrou 20,5%, índice que caiu para 11% em agosto, coincidindo também com a entrada do deputado federal Patrus Ananias (PT) na disputa. Na época, a diferença entre o petista e o pedetista foi de apenas 0,1 ponto percentual. Já na rodada mais recente, deste mês, Kalil aparece com 9,8%. Ele continua empatado tecnicamente com Patrus, considerando a margem de erro de 3,1 pontos percentuais. Entretanto, Ananias ampliou numericamente a vantagem e ocupa a segunda colocação nas intenções de voto, com 13,6%. Isso significa que os dois vão disputar nestes últimos dias, voto a voto para possivelmente ir para o segundo turno com Cleitinho Azevedo. Isto é, se tudo permanecer como está até o último dia de campanha. Já que em se tratando de política e suas "jogadas", tudo é possível.
Regras
Faltando 12 dias para o 1º turno, mesmo com tanta mídia da Justiça Eleitoral, muita gente passa batida quanto ao voto. Neste sentido, a recomendação é que estes precisam ficar atentos às regras. A Constituição Federal estabelece regras para o voto obrigatório e em quais casos são facultativos. Além disso, tem aqueles que não podem se alistar como eleitor. Os maiores de 18 e menores de 70 anos precisam comparecer às urnas, exceto casos bem específicos. No entanto, a regra não vale para analfabetos; pessoas maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Isso não significa que não possam participar desde que estejam regulamentados junto à Justiça Eleitoral. Parece óbvio, mas muita gente ainda tem dúvidas sobre as regras.
Democracia
Uma situação que preocupa em toda eleição é a quantidade de votos brancos e nulos. É uma forma de protesto de muitos que estão desacreditados com a forma de se fazer política no Brasil. Portanto, é preciso ressaltar que este é um dos principais instrumentos de participação e exercício da cidadania. Nas eleições deste ano, os eleitores precisam escolher presidente e vice da República, governadores e vices, senadores — no caso de Minas são dois — deputados federais, estaduais ou distritais. Seis no total, para alguns muitos o que dificulta na hora de ir à urna. No entanto, as decisões futuras envolvem toda uma nação, da qual, essa mesma pessoa que acha complicado e prefere desistir, faz parte.
Negado
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) recebeu um “não” do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 21. O ministro Flávio Dino negou um pedido liminar para suspender o decreto que proíbe publicidade, propaganda, promoção comercial e patrocínio de bets em bens públicos estaduais em eventos promovidos ou apoiados pelo Poder Executivo. Com a decisão, a norma permanece em vigor enquanto a Corte não analisa o mérito da ação. O documento também proíbe anúncios de plataformas de conteúdo adulto e serviços de cunho sexual e o uso, direto ou indireto, de recursos públicos estaduais para custear publicidade, promoção ou patrocínio desses segmentos. O decreto é de autoria do governo de Minas. Para a Associação, o governo estadual teria tratado, por meio de decreto, que deveria ser lei aprovada pela Assembleia Legislativa. No entanto, o Dino rebate afirmando que a determinação não proíbe empresas de apostas no Estado nem as publicidades, apenas a qualquer estrutura ligada ao Executivo mineiro. Certíssimo o Estado. Aceitar este tipo de exibição é o mesmo que comungar com prática, que, infelizmente, vem acabando com a vida de muitas pessoas. E neste caso, o poder público tem a obrigação de prevenir e tratar, não incentivar. E a Justiça de barrar quando constata o perigo que a situação representa à população.
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