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Preto no Branco

De novo, de novo

Por Redação Jornal Agora · Redação· 4 min de leitura
De novo, de novo

Como diz uma música sertaneja nova que está no topo da parada: de novo e de novo. Só sei que fala da atitude de uma mulher. Mas, pode ser trazido para o lado da segurança pública. Como já dito neste PB, é raro um dia neste Brasil varonil, que as ruas não amanhecem tomadas pelas polícias, seja ela Militar, Civil ou Federal, em algum tipo de operação. Nesta quinta-feira, não foi diferente: Divinópolis, São Paulo, Rio de Janeiro... Os alvos: os larápios do dinheiro do povo e os destruidores de famílias e vidas por meio de drogas. Inacreditável é que mesmo com tanta repressão e prevenção, mesmo que deficitária, os crimes só se propagam, igual a erva daninha. O fato é: gente ruim pode ser comparada a estrada de chão. Não acaba nunca!

‘Crédito Oculto’

O assunto do momento, o que não é novidade, o Banco Master foi o motivo de mais uma operação deflagrada nesta quinta-feira, 24, a ‘‘Crédito Oculto’’, que teve na ação, a Receita Federal, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), forças de segurança e fiscalização de São Paulo, desdobramento da ‘‘Carbono Oculto’’. E com reforço dos Gaecos do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão contra 13 pessoas e 19 empresas. Só em São Paulo foram 26 ordens. O objetivo foi apurar o uso de estruturas financeiras complexas para lavar dinheiro e ocultar os verdadeiros responsáveis pela aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país, uma usina sucroalcooleira. Novidade? Zero. Pequena parte de uma corrupção covarde sem tamanho que lesou tantas pessoas necessitadas e que vem comprometendo tantos ‘'bandidos’’ travestidos de representantes da Justiça e políticos.

Fora de área

Foi o principal motivo da mega operação deflagrada também nesta quinta em Divinópolis. De iniciativa da Polícia Militar, teve apoio da Civil e do Gaeco. Ação já esperada e necessária, em especial pelos os homicídios registrados na cidade, em sua maioria por disputas de pontos ou vingança envolvendo drogas. Um câncer impregnado em cada canto neste mundo é muito difícil de se combater. Divinópolis não foge a esta realidade, e ainda bem, que as forças de segurança que comandam a cidade e região não poupam esforços para minar esse mal e trancafiar os responsáveis. Neste contexto é preciso ressaltar o trabalho da PM, incansável nessa missão. Apesar de ter sido gerida nos últimos anos por um governo descompromissado que deixou a desejar até na estrutura, nunca ‘‘jogou a toalha’’ e cumpre sua missão com afinco. Como diria nossa querida colunista, a advogada Adriana Ferreira, aplausos de pé!

O que fazer?

O Brasileiro, neste caso, principalmente o mineiro, precisa aprender a votar. Pesquisar, analisar e escolher um representante que realmente esteja comprometido em resolver as mazelas, como as dificuldades e falta de atenção com a segurança pública. Infelizmente, o ‘‘voto de barganha’’ ainda é praticado por muita gente que, como os políticos que fazem este tipo de oferta, pensam apenas no próprio umbigo. Se esquecem que aquele ‘‘benefício’’ é apenas temporário, e as consequências de uma escolha equivocada, não recai só sobre o outro, mas nele também. Por isso, a consciência precisa vir em primeiro lugar ao ir às urnas. A torcida é que nestas eleições essa realidade seja diferente. Ainda falta um pouco mais de uma semana. Além do mais, ‘‘a esperança é a última que morre’’.

Segundo turno

A exemplo de Minas do Brasil, Minas Gerais caminha para o segundo turno. Pelo menos é o que mostra a última pesquisa divulgada pelo governo de Minas. O petista Patrus Ananias deu uma alavancada boa nesta reta final e se aproxima do primeiro colocado em todas as pesquisas, Cleitinho Azevedo (Republicanos). Conforme o levantamento Atlas/Estadão, divulgado nesta terça-feira, 23. O senador lidera a corrida pelo governo com 39,3% das intenções de voto, seguido pelo deputado federal que tem 31%. A estatística também tem outra surpresa. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), continua em terceiro lugar, mas caiu para 8,3% das intenções de voto e está empatado tecnicamente com o presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe (PL), que tem 7,3%. Aguardemos. Ainda tem muita água para passar debaixo da ponte.

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