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Preto no Branco

É difícil enxergar 

Por Gisele Souto · Redação· 4 min de leitura
É difícil enxergar 

A semana decisiva nas Eleições 2026 começou, e os candidatos correm contra o tempo para conquistar o eleitorado, em especial, aquele que ainda está indeciso. Principalmente quando vêm a enxurrada de pesquisas publicadas todos os dias, é interessante: Apresentam números divergentes. Apesar de muita gente, incluindo os próprios postulantes, dizerem que não acreditam, raramente, os números dão errado. O problema é que as pessoas só enxergam aquilo que querem ver e lhes favorecem. No entanto, quando se trata de política, é bom mudar essa forma de crença, pois o que não faltam são exemplos de "quem quebrou a cara"! Essa coisa de São Tomé, "precisa ver para crer", costuma ser decepcionante. Encarar a realidade, muitas vezes é difícil, mas necessário. 


Governador 

As últimas publicações retratam bem o dito no tópico anterior.  Mais estatísticas saíram nesta segunda-feira. Em uma delas na corrida ao Palácio Tiradentes, Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com 38% das intenções de voto, seguido por Patrus Ananias (PT), com 20%. Os dados são da pesquisa Real Time Big Data, e indicam a possibilidade de um segundo turno entre Cleitinho e Patrus, que estão com 41% e 22% dos votos válidos. A pesquisa mostra ainda um empate técnico triplo na terceira colocação, com Alexandre Kalil (PDT), com 9%, Flávio Roscoe (PL), com 8%, e Mateus Simões (PSD), também 8%. Apesar da investida de pegar pesado nos últimos debates, Gabriel Azevedo (MDB) aparece com 5% das intenções de voto, seguido por Ben Mendes (Missão), com 2%, e Indira Xavier (UP), com 1%. Porém, de hoje até sexta-feira, podem haver alterações, visto que 4% dos entrevistados afirmam que vão votar em branco ou anular o voto e outros 4% não sabem em quem votar. Pode parecer pouco o número de quem não quer ir às urnas, mas pode fazer a diferença no caso de uma decisão apertada.


Senado

Quando o assunto é a briga por duas cadeiras mineiras no Senado, levantamento do mesmo instituto, também divulgado nesta segunda, mostra Marília Campos (PT) com 19% das intenções de voto e uma  mudança na segunda colocação. Domingos Sávio (PL) e Carlos Viana (PSD), com 16% cada, assumiram o lugar de Aécio Neves (PSDB), que estava nesta posição na última pesquisa. Agora ele aparece com 12%. Marcelo Aro (PP) soma 11%, seguido por Áurea Carolina (PSOL), com 8%, e Marco Antônio Superman (Novo), com 4%. O levantamento considera a possibilidade de cada eleitor escolher dois candidatos, já que duas vagas são destinadas a  Minas nesta eleição. Outra disputa que promete ser apertada e disputada voto a voto, a depender do apoio que cada um dos postulantes têm nas regiões mineiras e na capital. Difícil apostar neste momento, quais nomes serão sacramentados.


Acirrada 

Na briga pela principal cadeira no Executivo no país, a disputa está ainda mais apertada. O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão numericamente empatados na disputa pela presidência da República entre os eleitores mineiros. A pesquisa neste cenário de segundo turno mostra  os dois candidatos com exatamente 46% das intenções de voto. O levantamento mostra também que 4% pretendem votar em branco ou anular o voto e outros 4% não sabem em quem votar. Considerando apenas os votos válidos, os dois candidatos empatam em 50%. Ou seja, seguem exatamente iguais. Resultado muito interessante em um Estado que tem o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Mas, dependendo do que os dois fizerem por aqui — Lula vem na sexta, 2, a realidade pode ser outra até o próximo sábado. Aguardemos. 


Branco e nulo 

A torcida, independente de quem está na frente nas pesquisas, é para que o eleitor exerça sua cidadania nas urnas. O que está acontecendo no país, justamente no período eleitoral, faz com que muita gente pense que: quando a crise é no topo, boa parte  acha que tanto faz, e usa obranco/nulo como protesto. Mas atenção: Porém, o que eles não sabem é que a maioria decide, e talvez, aquele que jamais votaria é eleito. Além do mais, estes eleitores não têm consciência que voto para governador é igual a hospital e escola; que um deputado pode criar um projeto que beneficia toda comunidade que vive, e que eleger um senador significa quem vai julgar impeachment de um ministro... Quando não entende a função, qualquer escândalo vira motivo pra desistir, infelizmente. 


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