Parcerias

O primeiro dia útil da semana foi de discussões entre as equipes de transição dos governos de Mateus Simões (PSD) e Cleitinho Azevedo (Republicanos). Foi a sétima reunião, nesta nesta terça-feira, 3, nos preparativos para a nova gestão do Estado, a partir de janeiro de 2027. O assunto entre os componentes da mesa, uma organização social que fechou uma série de parcerias com secretarias do governo quando tinha na principal cadeira do Executivo do Estado, Romeu Zema (Novo). A equipe de transição do governador eleito, é coordenada pelo seu vice, Eduardo Falcão, mesmo partido do divinopolitano. As reuniões que começaram dia 23 de outubro, já debateu os temas segurança pública, saúde, desenvolvimento econômico, educação e infraestrutura, educação. O encontro desta terça ocorreu na Cidade Administrativa, e o assunto de hoje é Meio Ambiente. A maratona prossegue até o próximo dia 23.
Supersecretário?
É o que parece ser a grande aposta de Cleitinho Azevedo em seu governo com Thiago Toscano. A ideia de unir a Secretaria de Fazenda, Desenvolvimento Econômico e Planejamento, é teoricamente boa. Paulo Guedes, um nome inclusive citado pelo governador eleito na campanha, fez isso mas, na prática, não funcionou muito bem, porque tradicionalmente, pessoal lotado na Fazenda não costuma se integrar com ninguém e, em Minas Gerais com suas peculiaridades, é mais difícil ainda. Paulo Haddad foi outro que em 1979, tentou também e não conseguiu. A solução posterior foi ele assumir a Fazenda e colocar um preposto no Planejamento, o que Tancredo Neves detonou à época que tomou posse. Por sua vez, Hélio Garcia colocou o seu homem de confiança na pasta, Evandro Abreu, e esvaziou o Planejamento. No entanto, não significa que com Cleitinho e Falcão, ocorrerá o mesmo. Afinal, "mais vale a decepção de não ter dado certo, do que o arrependimento de não ter tentado.
Bom nome
Parte da análise do tópico acima é da "enciclopédia ambulante", chamada José Elíseo Batista. Porém, a pergunta que alguns fazem é: a indicação de Toscano é de Vitório Medioli? A maioria das apostas é que sim. Bem, como isso não faz muita diferença e o que importa é o conhecimento e a experiência do escolhido, a escolha da dupla que comandará Minas nos próximos quatro anos, excelente. Pelo menos, é a opinião da atual secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, a divinopolitana Mila Corrêa. Para ela, que comanda a pasta com maestria, Thiago Toscano, que já foi presidente do Indi, geriu a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), e por último estava à frente da Itaminas, é um ótimo nome e aposta certeira. Se ela, que recebeu diversas premiações pelos feitos em uma das principais secretarias do Estado - agora está em uma missão governamental na China -, afirma, quem somos nós para duvidar.
Investimento
O economista e professor com mais de 20 anos de experiência em projetos de concessões, infraestrutura e privatizações, com atuação nos setores de energia, saneamento, mobilidade e mineração, tem agora o desafio de fazer diferente, e colocar em prática o proposto por Cleitinho em seu projeto de governo. E se uma das apostas é investimento no Estado, ele participou de importantes iniciativas de atração de empresas para Minas, como Amazon, Mercado Livre e Heineken. Dito isso, negócio fechado.
Relembrar
Recordar é sempre bom. Quando se trata de exemplos e desafios econômicos, então, Minas que é um país, tem muitas histórias. Nas épocas de Francelino Pereira, Hélio Garcia e Tancredo Neves, não existia a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e sim, de Indústria e Comércio. Newton Cardoso convidou o divinopolitano Antônio Rodrigues para secretário da pasta, mas não aceitou porque não quis deixar a antiga Pains, que foi vendida para a Gerdau em 1994. Logo depois, o ex-prefeito Aristides Salgado indicou o Fagundes a Eduardo Azeredo, este preferiu o Reginaldo Arcuri, natural de Juíz de Fora. O resultado? Divinópolis e região perderam a Avipal, que se instalou em Barreiras, na Bahia, e a Mitsubishi, que foi para Goiás. Qual a importância de relembrar governos anteriores e o que isso significa? Que a escolha de um nome certo pode escrever, futuramente, uma história bem diferente desta.
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