CSSJD destaca trabalho para garantir insumos e medicamentos durante pandemia

Matheus Augusto
Para discutir temas relativos à covid-19 em Divinópolis, o secretário de Saúde, Amarildo Sousa, iniciou, por meio do perfil oficial da Prefeitura nas redes sociais, conversas com representantes da área na cidade. O líder da pasta recebeu nesta quinta-feira, 2, a superintendente do Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), Elis Regina Guimarães.
Sobre a rede hospitalar, o secretário destacou que sua maior preocupação, no início da pandemia, era a inexistência de leitos específico de covid-19.
— Isso nos causava muito temor porque a assistência hospitalar para covid tem que ser completamente diferente. Os pacientes precisam ficar em isolamento — ressaltou.
As medidas tomadas, então, visavam desafogar a ocupação dos leitos da cidade para que os hospitais e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) pudessem ampliar sua rede. Segundo ele, a o número de internados por acidentes quase zerou nesse período.
Amarildo ainda pontuou que, mesmo com a ampliação do número de leitos e a instalação do hospital de campanha, o objetivo é garantir uma rede de segurança na cidade. A ocupação total, diz, seria o “caos”.
— A gente prepara a estrutura na esperança de que a gente passe toda a pandemia sem precisar usar — explicou.
O secretário ainda classificou o CSSJD como um grande parceiro da secretaria que, como referência na região, “prontamente se preparou para receber e abraçou a causa do enfrentamento da pandemia”.
À frente do hospital, a superintendente disse nunca ter enfrentado uma situação parecida como a vivenciada neste ano.
— Nesses 22 anos de profissão, eu nunca me deparei com um desafio tão grande como foi o caso desta pandemia, mas também nunca me deparei com pessoas tão prontas a fazer a diferença e salvar vidas — frisou.
Segundo Elis, desde o início do ano, quando a preocupação com a chegada do vírus no Brasil chegou, a administração se preocupou em garantir profissionais, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e medicamentos.
— Foi bonito no sentido da gente estar se mantendo, e não deixando ninguém morrer por falta de recurso, de planejamento, então isso é muito gratificante — disse, registrando que, até o momento, o hospital teve apenas quatro mortes, todas de pacientes que chegaram transferidos de outra região.
Mesmo com o planejamento, a superintendente ainda viu funcionários com medo de prestar assistência e querendo sair. Apesar da preocupação, informou que, dos 1.600 trabalhadores, 300 médicos e 200 parteiros, apenas três contraíram a doença, com nenhuma infecção interna.
Ainda segundo ela, o baixo número é resultado de diversas ações adotadas pela instituição para reduzir o contato de pacientes e funcionários uns com os outros. Uma das medidas foi o fechamento do refeitório dos trabalhadores.
A superintendente também citou a falta de produtos nos fornecedores e, mesmo quando há disponibilidade, os preços praticados sofreram alta considerável, como a unidade da máscara que passou de R$ 9 para R$ 35.
Dificuldades similares foram encontradas por Amarildo, que não apenas precisava criar uma estrutura de atendimento aos pacientes com suspeita de coronavírus, mas também manter todos os outros serviços em funcionamento.
— Tínhamos ainda que continuar com a nossa assistência de base e aumentar o efetivo de gente para trabalhar com a covid — explicou.
Ainda era necessário ampliar a rede em tempo ágil, pois “as outras regiões demoraram a dar uma resposta”, destacou o secretário.
Atenção exclusiva
Uma das demandas criadas pela pandemia foi a necessidade de o CSSJD alocar um profissional para observar as constantes publicações e portarias do Ministério da Saúde e de outros órgãos competentes.
Aumento
Questionado sobre o aumento das mortes por Síndromes Respiratórias Aguda Grave (SRAG), o secretário explicou que uma parcela considerável das fatalidades pode estar relacionada à covid, mas, para ter certeza, seria necessária a testagem em massa, não possível no momento.
— As mortes por síndromes respiratórias têm um aumento mesmo no inverno, mas está atípico, e a gente só pode relacionar isso com a subnotificação — afirmou.
Leitos e respiradores
Para atender os pacientes com suspeita de covid-19, o hospital ampliou dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o Sistema Único de Saúde (SUS) e 20 para a saúde suplementar. A superintender do complexo ainda destacou que para cada leito há um respirador.
Por ter criado uma estrutura temporária, como o hospital de campanha – que será desmontado ao término da pandemia –, a Prefeitura optou por realizar a locação de respiradores, e não comprá-los. Outro motivo foi a elevação dos preços do produto.
Leia também
José Alonso deixa hospital amanhã e deve seguir para Divinópolis
Vacinação contra gripe é estendida para toda a população
Campanha de vacinação contra sarampo é prorrogada
Influenza A: cobertura vacinal é de 87,16%
Apenas profissionais de saúde podem prescrever remédios, diz especialista- Coronavírus: Boletim aponta 390 casos confirmados em Divinópolis
Mais recentes
São João de Deus promove capacitação sobre cuidados paliativos para voluntários
Por que cada minuto importa no atendimento ao paciente
Divinópolis aplica 31 mil doses contra a dengue desde 2024
São João de Deus reduz em até 66,7% os tempos de atendimento ao AVC e apresenta avanços em simpósio científico
Do nosso arquivo
Veja tudo o que publicamos em julho de 2020
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…




