Audiência pública apresenta demandas no acesso ao futuro Hospital Regional

Da Redação
Secretários da Prefeitura, vereadores e cidadãos discutiram, na noite de segunda-feira, 14, os desafios de mobilidade e acesso ao Hospital Regional Divino Espírito Santo, em Divinópolis. A audiência pública foi realizada a pedido do vereador Rodyson do Zé Milton (PV). Apesar da conclusão prevista para o segundo semestre deste ano, o funcionamento, de fato, deve acontecer apenas em 2026, devido aos trâmites para a compra de equipamentos e contratação de profissionais.
A discussão abordou a necessidade de melhorias de infraestrutura na região, como readequação das linhas de transporte coletivo, asfaltamento de vias de acesso, construção da ponte ligando os bairros Realengo e Maria Peçanha, implementação da iluminação de LED e fortalecimento da segurança pública.
Na abertura, Rodyson ressaltou a importância de, com a proximidade da entrega da obra, discutir o acesso à estrutura de saúde, que será referência para a Macrorregião Oeste.
— Todas essas melhorias necessárias envolvem a população. Esse diálogo, junto à Prefeitura, foi muito importante para entendermos os principais desafios e quais soluções já estão em andamento, para que possamos acompanhar de perto e cobrar. A entrega do Hospital Regional é um sonho antigo e, por isso, precisamos assegurar um acesso ágil e tranquilo, tanto para os pacientes quanto para os profissionais — destacou o parlamentar.
Mobilidade
O secretário de Trânsito, Segurança Pública e Mobilidade Urbana (Settrans), Lucas Estevam, apresentou aos presentes um estudo detalhado da região e o impacto da obra, apontando as soluções previstas. O secretário citou, por exemplo, a necessidade de implementar sinalizações nas vias ao entorno, bem como melhorar as condições de acessibilidade das calçadas para a chegada de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida ao hospital.
Na questão do transporte público, hoje a área é contemplada por quatro linhas, porém com baixa frequência em horários de pico. Com a inauguração, será preciso ampliar as linhas, criando ligações diretas dos demais bairros da cidade ao hospital, inclusive aprimorando os pontos de parada.
— A gente já conseguiu mapear todas as melhorias que precisam ser feitas na região. Nesta apresentação, abordamos o transporte coletivo, a condição dos pontos, a acessibilidade, as condições das calçadas, sinalização e segurança. Isso tudo já foi mapeado em 2023 e, agora, estamos no plano de trabalho de como efetivar todas essas melhorias — ressaltou.
Obras
Outro ponto é a necessidade de melhorias de infraestrutura na região. Para responder os questionamentos, o diretor da Secretaria de Fiscalização de Obras Públicas e Planejamento (Semfop), Júlio César Eustáquio, também pontuou o trabalho que vem sendo conduzido pela pasta. Atualmente, o foco tem sido em estabelecer todos os projetos que serão necessários (topografia, planejamento da construção da ponte etc).
— Estamos na fase final dos estudos para poder contratar uma empresa especializada para fazer os projetos atendendo as legislações e as questões ambientais, para que já em 2026 a gente consiga iniciar essas obras tão importantes — detalhou.
UFSJ
Conforme anunciado anteriormente, uma vez concluído, o Hospital Regional será doado à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), sendo transformado em universitário. O Acordo de Cooperação Técnica da parceria entre universidade, governo de Minas Gerais e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) foi assinado em fevereiro deste ano.
A diretora da UFSJ, Hérica Lima Santos, destacou o constante diálogo com os demais atores envolvidos, através da Comissão de Implantação do Hospital Universitário. Segundo ela, a expectativa é que, de fato, a obra seja concluída ainda neste ano. O início do funcionamento, no entanto, deve acontecer apenas em 2026, com a conclusão dos trâmites burocráticos para a aquisição de equipamentos e a contratação de profissionais.
População
Moradores da região e acadêmicos da UFSJ também marcaram presença na região. São três principais demandas: a necessidade de asfaltamento das vias de acesso, implementação da iluminação de LED para maior segurança dos transeuntes e o reforço da fiscalização contra os lotes sujos. Segundo eles, há a existência do conhecido “bota-fora”, com descarte ilegal de lixo, além do mato alto em lotes vagos. Neste aspecto, ficou definido o encaminhamento de um requerimento à Prefeitura solicitando um plano de ação para fortalecer a fiscalização contra os proprietários que não zelam por seus imóveis.
Forças de segurança
A audiência também contou com a participação dos órgãos de segurança. Na área de competência da Polícia Militar (PM), uma das sugestões apresentadas é a possibilidade de instalação de uma base móvel dentro do hospital, reforçando o policiamento em um ponto estratégico e alto movimento na região.
Já para o Corpo de Bombeiros, um dos pontos positivos da obra é o atendimento às novas legislações. Segundo o tenente Marco Bessas, muitas estruturas de saúde foram construídas quando as leis de segurança contra incêndio e pânico ainda eram inexistentes e, agora, elas buscam se adequar à nova realidade. No caso do Hospital Regional, o ganho é que ele já está sendo construído com base nas normas atuais. Neste sentido, em um caso de eventual incêndio, toda a estrutura, como corredores, escadas e saídas de emergência, já está devidamente preparada.
— Precisa ter uma atenção especial, pois não é simples retirar um paciente dentro de um hospital em caso de incêndio. O Hospital Regional já vem sendo construído com áreas, que nós chamamos de compartimentação, onde o paciente pode ser retirado da sua ala e aguardar o resgate de forma segura — enalteceu.
Vereadores
Os últimos a se pronunciarem foram os vereadores. Na oportunidade, eles enalteceram a iniciativa da audiência, questionaram os secretários e reforçaram a importância de fazer coro às demandas dos moradores locais, buscando soluções para os problemas relatados.
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