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Saúde

Casos de dengue caem drasticamente em 2025, após pico histórico em 2024

Casos de dengue caem drasticamente em 2025, após pico histórico em 2024

Da Redação

Divinópolis vive em 2025 um cenário bem diferente em relação à dengue. Após enfrentar um dos piores surtos da história em 2024, quando os casos ultrapassaram a marca de 17 mil notificações e resultaram em 14 mortes confirmadas, a cidade apresenta neste ano uma queda expressiva no número de registros.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura, no último dia 2, terça-feira, a cidade contabilizou 3.440 casos notificados e 2.222 confirmados, ao longo de todo o período anual. O número representa uma redução superior a 80% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, um dado é ainda melhor: até o momento não há mortes confirmadas pela doença neste ano. Entretanto, vale ressaltar que cinco ainda seguem em investigação.

Comparativo com 2024

Ao serem colocados frente a frente, os números de 2025 até o momento mostram uma redução expressiva quando comparados com os dados de uma época similar de 2024. No boletim de 9 de outubro, quase 11 meses atrás, Divinópolis registrava 17.357 notificações e 14.584 confirmações de dengue. 

O balanço final de 2024 apontou que, ao todo, a cidade terminou com 17.707 notificações e 14.790 confirmações. O impacto da epidemia também foi sentido nos hospitais da cidade. Até janeiro deste ano, 649 pessoas haviam sido internadas com complicações da doença, e 14 mortes foram confirmadas.

Os dados mostram que a situação no final de 2024 e começo de 2025 era crítica, colocando o município em alerta máximo.

Queda expressiva 

Em resumo, de acordo com o boletim mais recente, a redução dos casos é significativa em todos os indicadores:

Notificações: queda de 17.707 (jan/2025) para 3.440 (set/2025).

Casos confirmados: redução de 14.790 (jan/2025) para 2.222 (set/2025).

Hospitalizações: diminuição de 649 (jan/2025) para 228 (set/2025).

Mortes confirmadas: de 14 para zero até setembro de 2025.

Os números demonstram que o avanço da dengue perdeu força na cidade neste ano, trazendo alívio à rede de saúde, que havia ficado sobrecarregada em 2024.

Medidas preventivas

O Agora ouviu o  gerente de Vigilância em Saúde, Juliano Aparecido da Cunha, que discorreu sobre quais ações a Prefeitura realizou para conter a disseminação da dengue.

— A queda nos casos de dengue em Divinópolis em 2025 é fruto de um trabalho contínuo e conjunto. A Vigilância em Saúde Ambiental, por meio dos agentes de combate às endemias, intensificou as vistorias em imóveis, eliminando focos do mosquito e orientando a população sobre medidas de prevenção das arboviroses — revelou.

Segundo ele, os mutirões de limpeza aos finais de semana foram ampliados e alcançaram todos os bairros da cidade, removendo possíveis criadouros do Aedes aegypti. 

— A Atenção Primária também teve papel fundamental: os agentes Comunitários de Saúde mobilizaram a comunidade em escolas e nas salas de espera das unidades de saúde. Uma estratégia inovadora foi o uso de drones para mapear áreas de risco e monitorar os bairros com maior índice de infestação. Essas ações, aliadas à participação da população no combate aos focos de água parada, foram decisivas para reduzir a proliferação do mosquito e proteger a saúde da cidade — concluiu Juliano.

Ambulatório 

Aliado às múltiplas medidas, está em funcionamento o ambulatório exclusivo para atendimento de casos suspeitos de dengue e de doenças respiratórias, localizado na rua Nova Serrana, nº 140, no bairro Afonso Pena. Além do tratamento, a unidade também orienta a população sobre medidas de prevenção, fortalecendo a conscientização e o cuidado coletivo.

Inspira cuidados

Apesar da queda drástica, especialistas alertam que a população não deve relaxar nos cuidados contra o o Aedes aegypti, transmissor da doença. Conforme o número de notificações em 2025, embora menor que no ano anterior, ainda contabiliza milhares de ocorrências.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) reforça que medidas como eliminar focos de água parada, manter caixas d’água vedadas e descartar corretamente resíduos continuam sendo fundamentais para evitar novos surtos.

Com a redução nos casos e a ausência de mortes confirmadas até setembro, Divinópolis sinaliza que conseguiu controlar o avanço da doença em 2025. O desafio agora é manter os índices baixos e impedir que a cidade volte a enfrentar um quadro assustador como em 2024

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