Hospital Regional será entregue até setembro, confirma secretário

Da Redação
Cerca de quatro meses separam Divinópolis da inauguração do tão sonhado Hospital Regional Divino Espírito Santo. Em entrevista nesta terça-feira, 22, o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fábio Baccheretti, ressaltou que a obra deve mesmo ser concluída entre agosto e setembro. O processo de compra de equipamento também já está em andamento, com expectativa de entrega similar.
Desde 2022, o governo investiu na retomada das obras de cinco hospitais regionais: Governador Valadares, Teófilo Otoni, Divinópolis, Sete Lagoas, Conselheiro Lafaiete. O de Divinópolis será o primeiro a ser entregue. Os motivos, destacados à época da assinatura da ordem de serviço em 2023, é o estado já avançado da obra e a preservação da estrutura, através de vigilância armada desde a paralisação, que aconteceu em 2016.
A gestão será da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).
O secretário reforçou que o funcionamento do Hospital Regional será uma “transformação na saúde” no Centro-Oeste, com mais de 220 leitos, sendo 30 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A vocação será para atendimentos de média e alta complexidade.
— É uma região inteira que vai se reorganizar para atender melhor o paciente — pontuou Baccheretti.
A expectativa é reorganizar o fluxo dos pacientes da rede de urgência e emergência, reconhecendo a alta demanda por cirurgias ortopédicas em Divinópolis e demais cidades da Macrorregião Oeste.
— Não teremos mais pacientes aguardando por tanto tempo — ressaltou o chefe da pasta.
Em sua avaliação, a partir da inauguração, os processos serão mais ágeis com o aumento da disponibilidade de leitos. Outro benefício é o preenchimento de alguns vazios assistenciais na região, aproximando os moradores do sistema saúde para que o paciente não precise se deslocar longas distâncias em busca de um tratamento adequado para sua doença.
Retomada
As obras foram retomadas em 2023, quando o governador Romeu Zema (Novo) esteve na cidade para a assinatura da ordem de serviço. O primeiro passo foi a readequação dos projetos arquitetônicos às novas legislações, devido ao tempo de paralisação.
Desde a retomada, o telhado do hospital foi totalmente revisado, assim como as esquadrias, os revestimentos de parede e os elevadores, pavimentação externa e no piso intertravado na área de estacionamento e vias de acesso interno.
Cidade
Os municípios que terão o Hospital Regional como referência são: As cidades que serão beneficiadas são: Aguanil; Araújos; Arcos; Bambuí; Bom Despacho; Camacho; Campo Belo; Cana Verde; Candeias; Carmo da Mata; Carmo do Cajuru; Carmópolis de Minas; Cláudio; Conceição do Pará; Córrego Danta; Córrego Fundo; Cristais; Divinópolis; Dores do Indaiá; Estrela do Indaiá; Formiga; Igaratinga; Iguatama; Itaguara; Itapecerica; Itatiaiuçu; Itaúna; Japaraíba; Lagoa da Prata; Leandro Ferreira; Luz; Martinho Campos; Medeiros; Moema; Nova Serrana; Oliveira; Onça de Pitangui; Pains; Pará de Minas; Passa Tempo; Pedra do Indaiá; Perdigão; Pimenta; Piracema; Pitangui; Santana do Jacaré; Santo Antônio do Amparo; Santo Antônio do Monte; São Francisco de Paula; São Gonçalo do Pará; São José da Varginha; São Sebastião do Oeste; Serra da Saudade, e Tapiraí.
Perfil assistencial
A população poderá contar, ainda, com bloco cirúrgico com oito salas para cirurgia; maternidade com três quartos de pré-parto, parto e pós-parto; quatro salas para parto cirúrgico; e ambulatório com oito consultórios. O hospital também vai oferecer um serviço auxiliar de diagnóstico e terapia, com duas salas de tomografia; uma sala de ressonância magnética; uma de hemodinâmica; duas salas de mamografia e uma de sala de raio-x, além de sala de ultrassom e três salas de densitometria.
Entre as especialidades e serviços a serem disponibilizados estão obstetrícia clínica; obstetrícia cirúrgica; além de centro de parto normal (CPN) tipo II e gestação de alto risco (GAR) tipo II. A população da região Oeste vai ter acesso também a clínicas cirúrgicas, para procedimentos nas áreas de cirurgia geral, otorrinolaringologia, cirurgia pediátrica, cardiologia, neurologia, ortopedia e traumatologia; cirurgia plástica, cirurgia vascular e endovascular, além de procedimentos cirúrgicos na área de urologia.
Outro destaque da unidade hospitalar é a oferta de atendimentos em clínica médica, pediatria clínica, oftalmologia e cuidados com a saúde mental (rede de atenção psicossocial).
Investimentos
A finalização do hospital está sendo viabilizada com recursos do Acordo Judicial de Reparação, assinado pelo Governo de Minas, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) com a Vale S.A., sendo destinados cerca de R$ 40 milhões para a conclusão.
O acordo prevê quase R$ 1 bilhão para investimentos destinados às obras dos Hospitais Regionais. O rompimento das barragens em Brumadinho tirou a vida de 272 pessoas e provocou uma série de danos sociais e ambientais.
A obra começou em 2010, tendo como um dos grandes articuladores o deputado federal Domingos Sávio (PL). O parlamentar também esteve diretamente ligado às cobranças ao governador Romeu Zema pela retomada da obra.
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