Custo da cesta básica tem redução de 4% em julho

Jorge Guimarães
Dando continuidade à tendência observada no mês anterior, os moradores de Divinópolis têm um motivo a mais para comemorar. Pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômico-sociais (Nepes) da Faculdade Una Divinópolis, o custo médio da cesta básica de alimentos na cidade registrou redução em julho, fechando em R$ 584,77. Esse valor representa uma queda de 4,09% em comparação ao mês de junho, quando o custo da cesta básica estava em R$ 609,70.
Números
A pesquisa apontou em julho, um aumento significativo no preço médio de alguns produtos, como o quilo da banana, que subiu 29,16%, a farinha de trigo com alta de 23,89%, e o açúcar, que registrou um incremento de 11,34%. Em contrapartida, houve uma expressiva redução no preço médio do quilo do tomate, que caiu 30,08%.
— Isso se deve ao calor intenso que acelerou o amadurecimento do fruto, aumentando a oferta e, consequentemente, reduzindo os preços na maioria das cidades — disse o coordenador e professor do Nepes, Wagner Almeida.
Outro item com registro de queda foi a batata, com uma redução de 18,15%. A maior oferta, decorrente da colheita da safra de inverno, foi a responsável pela diminuição dos preços no varejo, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) .
Assim, a pesquisa evidenciou variações expressivas nos preços de alimentos essenciais, refletindo as dinâmicas sazonais e as condições climáticas variáveis. Essas flutuações no mercado de alimentos demonstram como fatores como o clima e o período de colheita podem impactar diretamente o custo dos produtos que compõem a cesta básica.
— Enquanto alguns itens apresentaram aumento de preço devido a condições desfavoráveis, outros registraram quedas significativas, impulsionadas por uma oferta mais abundante em função de safras específicas. Essas variações ressaltam a importância de monitorar continuamente o mercado para entender melhor as tendências que afetam o bolso dos consumidores — avalia o economista Leandro Maia.
Pesquisa
A pesquisa desta edição foi realizada entre os dias 23 e 27 de julho, com a coleta de preços em sete supermercados do município. Esses estabelecimentos possuem açougue, padaria e seção de hortifrúti em sua estrutura. A análise focou na Cesta Básica de Alimentos, composta por 13 produtos alimentícios essenciais. Essa cesta é considerada suficiente para garantir o sustento e o bem-estar de um trabalhador adulto durante um mês, oferecendo uma quantidade equilibrada de todos os nutrientes necessários para a manutenção da saúde.
Salário mínimo
Ao comparar o custo da cesta básica com o salário mínimo líquido, que considera o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, observa-se que, em julho de 2024, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, 44,8% de sua renda líquida para adquirir os produtos alimentícios básicos.
— Esse percentual representa uma leve melhora em relação ao mês anterior, junho de 2024, quando 46,7% da renda líquida era destinada à compra da cesta básica — pontua o economista.
Impacto
A redução do preço da cesta básica exerce um impacto substancial tanto na economia em geral quanto nas finanças familiares. Essa diminuição não apenas alivia o peso financeiro das famílias, proporcionando uma maior margem para outras despesas e poupança, mas também possui repercussões positivas mais amplas.
— No nível familiar, a redução dos preços dos alimentos básicos melhora o poder de compra, permitindo que os indivíduos e as famílias gastem menos com itens essenciais e, assim, tenham mais recursos disponíveis para atender a outras necessidades, como saúde, educação e lazer. Esse alívio financeiro pode melhorar a qualidade de vida e reduzir o estresse econômico associado a dificuldades financeiras — define Maia.
No contexto econômico mais amplo, a diminuição do preço da cesta básica pode estimular o consumo em outros setores, já que as famílias, com mais renda disponível, podem direcionar seus gastos para bens e serviços não alimentares. Isso pode impulsionar o crescimento econômico e a demanda por produtos e serviços diversos. Além disso, a redução nos preços dos alimentos pode diminuir a pressão sobre os programas sociais e de assistência governamental, permitindo que os recursos públicos sejam redirecionados para outras áreas de necessidade.
— Portanto, a queda no custo da cesta básica não só alivia a carga financeira das famílias, mas também contribui para um ambiente econômico mais estável e dinâmico, com benefícios que se estendem além das finanças pessoais — finaliza o economista.
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