Consumo dos Lares Mineiros aumenta 2,4% no 1º semestre

Jorge Guimarães
Os supermercados mineiros registraram no primeiro semestre de 2024, aumento médio de 2,40% no consumo das famílias nas lojas do segmento. É o que mostra o Índice de Consumo dos Lares Mineiros, pesquisa mensal da Associação Mineira de Supermercados (Amis), referente a junho, com empresas de todos os portes e em todo o estado.
Números
Na comparação entre junho deste ano e o mesmo mês do ano passado, houve um crescimento de 1,48%. No entanto, em relação ao resultado de maio, a pesquisa aponta uma retração de -3,56%. O Índice de Consumo dos Lares Mineiros é ajustado pela inflação com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizando informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A informação foi divulgada pelo presidente executivo da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Antônio Claret Nametala, na manhã desta quarta-feira,14, durante a programação do Super Encontro Varejista (Sevar), do Sul de Minas. Em evento realizado pela Amis em Pouso Alegre.
Avaliação
Segundo Claret, os resultados da pesquisa levam a duas análises distintas.
— A retração em junho sobre maio é atribuída, principalmente, à base alta de comparação, já que o setor vinha de um desempenho acima de 7% — revela.
— Adicionalmente, junho é um mês que tradicionalmente não registra altas demandas no setor — completa Claret.
Crescimento
Em relação ao crescimento acumulado de 2,40% no semestre, o ambiente econômico do Estado é um dos fatores que contribuem para esse desempenho.
— A economia mineira, neste primeiro semestre, se manteve em um contexto de crescimento do emprego e da renda, o que deixou o consumidor mais disposto a aumentar a demanda nos supermercados — explica Antônio Claret.
O presidente executivo da Amis fala ainda que o consumo verificado no primeiro semestre se aproxima das projeções do setor, que são de um crescimento de 3% ao ano. No entanto, ele afirma que ainda é cedo para revisar as estimativas.
— O resultado de 2,40% no consumo para o primeiro semestre é relevante em relação ao que projetamos. Sabemos que o segundo semestre normalmente registra uma maior demanda do consumidor em comparação aos primeiros seis meses, mas é importante ressaltar que teremos também uma base mais elevada de comparação — destaca Claret.
Impacto
O aumento no consumo representa um impacto positivo para a economia mineira. Na visão da Amis, esse crescimento indica que as famílias estão gastando mais em bens e serviços, o que impulsiona o comércio, especialmente o setor supermercadista e explica: Quando as famílias consomem mais, isso gera um efeito multiplicador na economia: as empresas têm maior faturamento, o que pode levar à criação de empregos, aumento de investimentos e melhoria nas condições econômicas das regiões. Além disso, o crescimento do consumo pode refletir uma maior confiança dos consumidores na economia, sinalizando estabilidade ou melhora nas condições de renda e emprego.
— É um indicador de que a economia mineira está em crescimento, o que pode trazer benefícios amplos, como maior geração de renda, fortalecimento do mercado de trabalho e dinamização de setores importantes, como o varejo e a produção do estado — avalia o economista, Leandro Maia.
Regiões
Na análise do comportamento do consumo por regiões, a pesquisa revela que a Zona da Mata obteve o maior desempenho no acumulado do ano, registrando um crescimento de 2,96%. Em contraste, a menor taxa de crescimento entre janeiro e junho foi observada nas regiões Norte/Noroeste, com 0,96%. O Triângulo/Alto Paranaíba (+2,23%) e o Sul (+2,85%) também se destacaram entre as regiões com maiores crescimentos. A região Centro-Oeste, por sua vez, alcançou um crescimento de 1,02%.
Inaugurações
O primeiro semestre de 2024 também foi marcado por inaugurações no setor supermercadista mineiro. De acordo com levantamento da Amis, 25 novas unidades foram abertas no estado nos primeiros seis meses do ano. O número considera apenas lojas efetivamente novas, excluindo mudanças de bandeiras, reformas, ampliações ou aquisições. Esses novos empreendimentos geraram 2.180 empregos diretos.
As projeções da Amis para este ano indicam a abertura de 75 novas unidades.
— Boa parte das inaugurações estão reservadas para o segundo semestre. Em julho e início de agosto, já tivemos mais aberturas, então, certamente, atingiremos o número projetado — revelou Antônio Claret.
Geração de empregos
A abertura de novas unidades no estado representa um importante impulso para a economia. Esses novos estabelecimentos não apenas ampliam a oferta de produtos e serviços para a população, mas também geram empregos diretos e indiretos, fortalecendo o mercado de trabalho regional. Além disso, a expansão do setor varejista indica confiança dos empresários no potencial econômico do estado, atraindo investimentos e estimulando a competitividade. A instalação de novas unidades pode, ainda, contribuir para o desenvolvimento de áreas menos atendidas, promovendo o crescimento econômico de diversas regiões.
— Em síntese, a abertura de novas lojas reflete o dinamismo do mercado e o potencial de crescimento contínuo da economia estadual — finaliza Maia.
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