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Política

Déjà-vu 

Déjà-vu 

Parece até imagens e cenas repetidas. Mas, infelizmente, não. A realidade é assustadora nas rodovias do país, em especial, Minas Gerais, maior malha viária do país. A cada feriado prolongado, a tristeza marcam os dias que eram para ser de alegria, porque os acidentes seguem vitimando dezenas de pessoas, em algumas ocorrências, famílias inteiras. Como  aconteceu no Norte de Minas, próximo a Salinas, numa tragédia nesta terça-feira, 21, que matou no local da batida, pai, mãe, três filhos e a avó materna. Os motivos também são sempre os mesmos: imprudência, álcool, estradas ruins, etc. Isso do mesmo modo, é sempre a alegação. Pontuações que não tem gerado resultados, ao contrário. Neste sentido, o que precisa é se chegar a um consenso do que precisa ser feito para o fim deste déjà-vu. Não dá mais para ver esse drama se repetir, nem só em folgas prolongadas, mas a cada dia que alguém pega a estrada. Qual a solução? Só melhorar as rodovias? Claro que não. É preciso muito mais, principalmente investir no condutor, seja ele profissional do volante ou não. Afinal, o carro não anda sozinho - pelo menos essa tecnologia ainda não chegou no Brasil. Em ano eleitoral, esse assunto precisa puxar as pautas de quem pretende representar o povo, seja em qual cargo for. 

Insiste no erro 

E quando o assunto é eleição, o que não faltam são candidatos. Com realidades distintas, cargos idem, mas uma coisa,todos têm em comum: promessas. Alguns milaborantes. Cumprir que é bom, muitos poucos. É aí que entra a importância da participação de quem vive de perto os dramas e é responsável em escolher um representante que de fato se importe com isso: o eleitor. O caminho tem que ser esse. Ao contrário, viverá o resto da vida apenas na expectativa de melhoras vendo a cada pós-eleição, o problema persistir sem nenhuma solução. Votar sem consciência e certeza, não é só escolher erroneamente, é sofrer na pele as consequências. 

Geral ou pessoal?

E acredite. O que mais aparece em anos eleitorais são postulantes a cargos, em especial no Executivo, prometendo solução para tudo. Quer um exemplo? Crítico ferrenho à polarização entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, pode ser incluído nesta lista.  Ele defende que há “uma saída” para a divisão. Na sua visão, o principal problema da política brasileira atual é a crise institucional, com “mau funcionamento” da cúpula dos Poderes. E para isso tem apontado alguns direcionamentos, mas claro, focando numa candidatura de centro que fuja à disputa ferrenha entre PT e PL. E quem está à frente deste projeto? Ele. Mas, estaria pensando realmente no fim das duas opções criticadas por ele, ou na sua promoção pessoal em busca do principal cargo político do país? É isso que o eleitor precisa aprender a distinguir. 

Aposta mineira 

E para conseguir seu intento, Caiado escolheu um nome tradicional da política mineira para colocar em prática seu plano de governo:  Roberto Brant. Nada mal. Afinal, Brant, que já foi deputado e ministro do governo FHC, é uma aposta e tanto. Natural de Belo Horizonte, o advogado renomado não está no momento filiado a nenhum partido e terá como missão convencer ao eleitor a estratégia traçada pelo ex- governador de Goiás. Se dará certo ou não, isso só o futuro e os eleitores dirão. 

A escolha 

O PSD oficializou, no dia 30 do mês passado, a pré-candidatura de Caiado à Presidência da República. Três governadores disputavam a indicação para concorrer ao Palácio do Planalto pelo partido. Como Ratinho Júnior, do Paraná, desistiu, a escolha ficou entre o ex- governador de Goiás e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. O anúncio em torno do nome de Caiado foi feito pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Caiado. Ratinho Júnior declarou apoio. Já Eduardo Leite se manifestou nas redes sociais, que não discutiria a decisão, mas que a opção da legenda, sem dúvida, manterá a polarização no país. Ou seja: voltando ao tópico 3, as críticas do Ronaldo Caiado fazem sentido?

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