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Saúde

Divinópolis amplia público alvo da vacinação contra dengue

Divinópolis amplia público alvo da vacinação contra dengue

Ígor Borges

Divinópolis, que já iniciou a vacinação contra a dengue em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, agora amplia o público alvo. Desde segunda-feira, divinopolitanos de 6 a 16 podem se vacinar contra a doença. 

A campanha começou com um mutirão de vacinação no Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), no dia 4, com quase 800 doses. Porém, durante a semana seguinte, a procura diminuiu. Ao todo, 1.045 crianças se vacinaram, segundo a Central de Imunização.

Com a ampliação, mais de 30 mil crianças e adolescentes estão aptos a se vacinar. Relembre as orientações para a imunização.

Números 

A campanha de vacinação começou no dia 4 de maio, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com o mutirão de vacinação realizado no CAC. Na oportunidade, quase 800 crianças se vacinaram.

Entretanto, de acordo com a Central de Imunização, 1.045 crianças nesta faixa etária haviam se vacinado até o dia 10. Divinópolis possui 12.729 crianças desta idade.

Com a ampliação, para crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, a cidade precisa vacinar, ao todo, 30.814 pessoas.

Mutirão

O Agora acompanhou o mutirão. Na oportunidade, o coordenador da Central de Imunização, Tércio Leão, apontou que a procura estava acima do esperado. 

— A gente espera vacinar pelo menos 90%. Aguardamos as próximas remessas para que esse público compareça nas unidades de saúde, até mesmo para receber a segunda dose. É muito importante que as pessoas retornem, pois o esquema completo é de duas doses — reforçou. 

O intervalo é de 90 dias entre a 1ª e  a 2ª dose. A vacinação segue em todas as unidades de saúde, das 8h às 16h. As exceções são os postos do programa ‘Saúde na Hora’ (Afonso Pena, Bom Pastor, Ermida, Ipiranga, Niterói, Sagrada Família, Planalto, Belvedere, Tietê e Nossa Senhora das Graças), que também vacinam das 18h às 21h. 

— Deixo claro que a vacina é gratuita e a adesão voluntária, mas extremamente importante na luta contra a infecção por vírus transmitida por esse inseto que tem adoecido tantas pessoas, mas peço a população para manter os cuidados necessários para impedir a proliferação do mosquito — destaca a vice-prefeita, Janete Aparecida. 

Documentação 

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) deu orientações quanto à documentação e exigências para a vacinação. 

— Para serem vacinados, a criança ou adolescente deve comparecer em qualquer unidade básica de saúde, acompanhados pelos pais e responsáveis e devem estar em posse do documento de CPF ou cartão SUS e do cartão de vacinas — relatou.

A pasta ainda disse que a vacina será ofertada somente para residentes em Divinópolis. Para aqueles que não estão cadastrados ou vinculados na unidade de saúde, será necessário apresentar um comprovante de endereço. 

— A Semusa, desde o início da vacinação, realizou diversas ações para divulgação e adotou estratégias para facilitar o acesso. A previsão é que o município ainda receba mais 9.547 doses nesta primeira remessa — completou.

Recomendações

Para se vacinar, é preciso seguir algumas orientações. Confira: 

  • A vacina da dengue não pode ser administrada concomitantemente com outras vacinas. Caso as crianças tenham sido vacinadas com vacinas composta por vírus inativados, como o da gripe, a vacina contra dengue só poderá ser administrada com, no mínimo, 24 horas de intervalo;
  •  Já em relação às vacinas com vírus atenuados, como a tríplice viral e a febre amarela, o intervalo recomendado é de 30 dias da vacinação contra a dengue;
  • As pessoas que tiveram infecção pelo vírus da dengue devem aguardar 6 meses para o início do esquema vacinal com a vacina contra dengue (atenuada).

Restrições

A vacina não é aplicada em pessoas com:

  • anafilaxia ou reação de hipersensibilidade aos componentes da vacina;
  • imunodeficiência congênita ou adquirida;
  • infecção por HIV sintomática ou infecção por HIV assintomática, quando acompanhada por evidência de função imunológica comprometida.

Reações 

A Prefeitura também ressalta as possíveis reações adversas, como dor, vermelhidão e edema no local da aplicação. 

— Também podem ocorrer reações sistêmicas como febre, cefaléia, mialgia, fraqueza e perda de apetite. As reações raras incluem irritabilidade (em crianças), reações alérgicas e sonolência — acrescenta. 

O coordenador de Imunização reforça a importância da imunização. 

— Reforçando que a vacina é segura, testada, é uma vacina que tem uma eficácia muito boa, e os riscos são mínimos. Os efeitos colaterais são pouquíssimos. Então os benefícios superam os riscos, especialmente neste contexto onde vivemos uma epidemia que assola a população — ressalta Tércio. 

Foto: Gisele Souto/JA

Legenda: Procura por vacinação foi grande no primeiro dia 

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