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Welber Tonhá

Divinópolis e a cultura da fé

Por Bruno
Divinópolis e a cultura da fé

Continuando as publicações  em prosa e rima, sobre a cidade de Divinópolis, em comemoração aos 112 anos, hoje falarei de sua fé. Desde os franciscanos, aos reinado, e das igrejas Católicas e Batista. 

Os Franciscanos

Em 1216, da ordem dos padres menores se ouviu noticiar,

Quando Jaques de Vitry noticiou, que por Deus, as vaidades e tudo mais iam deixar,

Com voto de pobreza, e vida comunitária se dedicar,

Eram eles, os Franciscanos, como costumamos falar.

Só em 1889 no Brasil foram desembarcar,

E em 1906 três residências pelo comissariado veio a instalar,

Tinham em Niterói, Ouro Preto e São João Del Rei para se abrigar,

E só em 1924, que em Divinópolis chegaram para ficar.

Vieram para evangelizar, construíram o Santuário, que em 1944 teve missa para inaugurar.

Um dos nossos mais conhecidos, Frei Bernardino só em 1952 foi por aqui chegar.

Claro que não posso deixar de citar,

Frei Mariano que em 1974 para o Rio precisou se mudar.

E o padre Libério, quase santo, esse a igreja há de santificar,

lá na Vila Vicentina, tem um busto para lhe homenagear,

e em Leandro Ferreira,  sua terra natal, jaz, eternamente a descansar.

O Reinado

Em Divinópolis, é de 1830, que seu início é lembrado,

Momento de fé, história de um povo escravizado,

Que na terra do divino foi resgatado,

A antiga Igreja do Rosário, era o ponto marcado,

Para que se reunissem, e seu momento fosse festejado,

A igreja, não existe mais, hoje no local é o Mercado,

Mas uma réplica, foi construída ao lado,

E ali, é de certo, um local abençoado.

Várias irmandades na cidade foram criadas,

Seja no centro ou por bairros, estão espalhadas,

Mas quando suas festas são anunciadas,

De norte a sul pelas pessoas são prestigiadas.

As irmandades possuem algumas diferenças, mas sem conflito,

Sejam nas suas danças ou indumentárias, instrumento ou apito,

Mas estão alinhados, na fé, em sua crença, ou seu rito,

Devotos de Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia e Santo Expedito,

E todos se encontram na Missa Conga, um belo evento, para todos, irrestrito,

Um evento, festa, celebração ou encontro, não importa como seja descrito,

O importante é reconhecer, faz bem para alma e para o espírito.

Igreja Católica

O Santuário de Santo Antônio, é muito visitado, 

Um lugar de paz e muito abençoado

Pelo Frei Handag, tem um belo painel pintado.

Painel que pelo patrimônio histórico foi tombado.

Na Praça do “Santuário” sua construção está instalada.

E de praça da liberdade era chamada

Em 03/05/1936 como Benedito Valadares foi batizada 

E em 01/06/1968 com o Centro Cultural do Povo foi reinaugurada

Já a Igreja Catedral do Divino Espírito Santo, ou só Catedral

Erguida em 1958, é a terceira construída no local

Quarta, se considerar a capelinha em 1767, lá nos tempos do arraial

Dom Cristiano tem uma estátua à sua frente,

Na praça que leva seu nome, local de encontro de muita gente

Seja nas tardes de frio ou no domingo de sol quente.

Tem quermesse e barraquinhas para deixar o povo contente.

Igreja Batista

Anterior a reforma protestante, sua história eu vou contar,

Com a dissidência de Lutero e Calvino, forte veio a ficar,

Em sua doutrina, ídolos e imagens não costuma adorar,

A presença da sensualidade  vem a desprezar,

Respeito a família, e conduta exemplar,

É o mínimo para quem quer a ela frequentar. 

Nenhum outro templo não católico, aqui havia existido,

Até 30 de abril de 1922, a Igreja Batista, mudar isso, teria conseguido.

No local onde hoje o edifício Costa Rangel está erguido,

O 1º templo Batista, em Divinópolis foi construído.

O primeiro batista que por aqui apareceu,

Foi Lauro Carlos Ferreira, pai do pesquisador e imortal da ADL, Ferreira/Elizeu,

Com o tempo a Igreja Batista se desenvolveu,

Outros templos construiu, e o principal, na rua Pernambuco se estabeleceu,

Até hoje, bem movimentado, e seu número de frequentadores cresceu.

Tem pauta para cultura? Envie para welbertonha@gmail.com

Welber Tonhá e Silva

Imortal da Academia Divinopolitana de Letras, cadeira nº 09

Imortal da Academia de Letras e Artes Luso-Suiça em Genebra, cadeira nº C186

Membro da Academia Mineira de Belas Artes

Historiador, Escritor, Pesquisador, Fotógrafo e Fazedor Cultural.

@welbertonha

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