A cultura pelo corpo ideal

Desde sempre o ser humano vive em busca da beleza, de ter o corpo ideal, e na maior parte das vezes, o dito “ideal” é relativo.
Ao longo da história, as ideias sobre a beleza das pessoas têm variado amplamente de acordo com os valores, crenças e padrões estéticos de cada época e cultura. No entanto, algumas tendências e padrões podem ser observados:
Na Grécia Antiga, a beleza era altamente valorizada e associada à proporção e harmonia do corpo humano. O ideal de beleza grega, representado em esculturas como a Vênus de Milo e o Discóbolo, enfatizava a simetria, a juventude e a perfeição física.
Durante o Renascimento na Europa, houve um renascimento do interesse pela beleza clássica grega e romana. A arte e a cultura da época refletiam a valorização da forma humana idealizada, como evidenciado nas obras de artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo.
Nos séculos XVIII e XIX, na Europa Ocidental, a beleza muitas vezes estava associada à classe social e ao status. Peles pálidas eram consideradas elegantes e indicativas de pertencimento à classe alta, enquanto o trabalho ao ar livre e o bronzeamento eram associados à classe trabalhadora.
No século XX, com o advento da fotografia, cinema e mídia de massa, os padrões de beleza se tornaram mais globalizados e influenciados pela mídia. A magreza, juventude e traços faciais específicos muitas vezes foram promovidos como ideais de beleza, embora também tenha havido movimentos de resistência e redefinição de padrões de beleza mais inclusivos.
Atualmente, há uma crescente conscientização sobre a diversidade de beleza e uma valorização da inclusão de diferentes tipos de corpos, etnias e identidades de gênero na representação da beleza. Movimentos de aceitação do corpo e campanhas de positividade corporal têm desafiado os padrões tradicionais de beleza e promovido uma perspectiva mais holística da beleza que inclui saúde, autoaceitação e diversidade.
A beleza pode ser encontrada de muitas formas e aspectos diferentes, que graça teria se todos fossem iguais?
Algumas frases e pensamentos sobre o tema.
O que eu adoro em ti
Não é a tua beleza
A beleza é em nós que existe
A beleza é um conceito
E a beleza é triste
Não é triste em si
Mas pelo que há nela
De fragilidade e incerteza
(Manoel Bandeira)
Ser menos, ou mais
Igual jamais
Que graça se faz
Se fôssemos todo iguais
(Welber Tonhá)
Cultivava a vaidade e a beleza
como fonte principal de seu amor-próprio
e assim, com o passar dos anos e as marcas do tempo,
tornava-se a cada dia mais infeliz.
(Augusto Branco)
Quando o mundo abandonar o meu olho.
Quando o meu olho furado de beleza for esquecido pelo mundo.
Que hei de fazer.
(Manoel de Barros)
O tempo seca a beleza,
seca o amor, seca as palavras.
Deixa tudo solto, leve,
desunido para sempre
como as areias nas águas.
(Cecília Meireles)
E em tal mudança está tudo o que primo,
Em um, três temas, de amplo movimento.
'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora;
Num mesmo ser vivem juntos agora.
(Willian Shakespeare)
Tem pauta para alguma cultura? Envie para welbertonha@gmail.com
Welber Tonhá e Silva
Imortal da Academia Divinopolitana de Letras, cadeira nº 09
Imortal da Academia de Letras e Artes Luso-Suiça em Genebra, cadeira nº C186
Membro da Academia Mineira de Belas Artes
Historiador, Escritor, pesquisador, fotógrafo e fazedor cultural.
Instagram: @welbertonha
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