Divinópolis mantém sequência positiva na geração de empregos

Jorge Guimarães
O início de 2025 segue trazendo boas notícias para a economia de Divinópolis. A geração de empregos formais com números positivos divulgados em pesquisa, evidenciam uma retomada consistente no setor local, com crescimento contínuo nas contratações. O movimento demonstra não apenas a recuperação de setores importantes, mas o fortalecimento das atividades que impulsionam o desenvolvimento do município.
Superar desafios
Com a economia voltando à normalidade, Divinópolis reafirma sua capacidade de se adaptar e superar desafios, promovendo oportunidades para seus trabalhadores e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da cidade.
— O desempenho positivo do mercado de trabalho é um sinal claro de que 2025 começa com perspectivas promissoras para a população e os empreendedores locais — avalia o economista Lazaro Ribeiro.
Março
De acordo com os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o município registrou um saldo positivo de 111 novos postos de trabalho em março, consolidando o terceiro mês consecutivo de crescimento no mercado formal.
No período, foram registradas 3.076 admissões contra 2.965 desligamentos. O resultado reforça a tendência de recuperação econômica da cidade e o fortalecimento do setor produtivo local, que tem demonstrado resiliência e capacidade de geração de oportunidades para os trabalhadores.
A manutenção de saldos positivos no primeiro trimestre do ano é um indicativo importante de que a economia da cidade está voltando à normalidade, com empresas contratando e novos investimentos.
— O cenário é favorável tanto para quem busca uma recolocação no mercado, quanto para os empreendedores que apostam no crescimento regional — destaca Ribeiro.
Segmentos
Os dados mais recentes do mercado de trabalho formal em Divinópolis mostram que o setor da construção civil foi o grande destaque no mês de março, com um saldo positivo de 100 novas contratações. O desempenho expressivo reforça a importância do setor para a economia local, impulsionado por obras residenciais, comerciais e investimentos em infraestrutura.
Na sequência, a prestação de serviços também apresentou crescimento consistente, mantendo-se em alta desde o início do ano e somando 60 novas vagas. O comércio teve saldo positivo com 48 novos postos de trabalho, refletindo o movimento gradual de retomada no consumo. Já o agronegócio contribuiu com 5 vagas formais, mantendo-se estável dentro de sua característica sazonal.
Apesar dos bons resultados na maioria dos setores, a indústria enfrentou um momento de retração, encerrando o período com o fechamento de 102 vagas.
— O desempenho negativo acende um alerta sobre os desafios enfrentados por esse segmento, que pode estar sofrendo os efeitos de custos elevados ou baixa demanda. Ainda assim, o saldo geral continua positivo, demonstrando que Divinópolis caminha com firmeza na geração de empregos, sustentada principalmente pelo dinamismo da construção civil e do setor de serviços — pontua Lazaro.
Centro-Oeste
A região mineira segue com desempenho positivo na geração de empregos formais, com destaque para Nova Serrana e Pará de Minas. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Nova Serrana encerrou o mês de março com 1.798 admissões e 1.692 desligamentos, registrando um saldo positivo de 106 novas vagas. Pará de Minas também contribuiu para o cenário regional favorável, com 1.511 contratações contra 1.433 demissões, o que resultou em um saldo de 78 empregos formais.
Por outro lado, Itaúna apresentou um resultado preocupante. Após dois meses consecutivos de saldos positivos, o município fechou março com 1.507 admissões e 1.887 desligamentos, acumulando um saldo negativo de 380 vagas. O principal impacto veio do setor da construção civil, que respondeu sozinho pelo fechamento de 458 postos de trabalho.
— O desempenho da região mostra um ritmo geral de crescimento no emprego, mas os dados de Itaúna servem como sinal de alerta, especialmente para o setor da construção. A situação reforça a importância do monitoramento contínuo das dinâmicas setoriais e da adoção de políticas que incentivem a manutenção e criação de vagas em momentos de oscilação econômica — finaliza o economista.
Realidade complexa
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última semana o que a taxa de desemprego no Brasil voltou a subir e chegou a 6,8% no trimestre, encerrado em fevereiro, em um mercado de trabalho que mostra sinais de desaceleração, embora continue resiliente, com números recordes de carteira assinada e rendimento. A pesquisa também mostrou que nos três meses até fevereiro, o rendimento dos trabalhadores chegou ao recorde da série do IBGE iniciada em 2012, a R$3.378, o que representa alta de 1,3% no trimestre e de 3,6% no ano.
Para o administrador e especialista em controladoria financeira, professor da Faculdade Una Divinópolis, Wagner Almeida, o resultado mostra uma realidade complexa da economia brasileira.
— O aumento da renda média e do número de carteiras assinadas indica uma melhora na qualidade das vagas para quem está trabalhando, refletindo ganhos de produtividade em alguns setores e a recuperação de empregos mais formais — observou o docente.
No entanto, o aumento da taxa de desemprego revela que nem todos estão sendo absorvidos pelo mercado de trabalho.
— Isso pode ser reflexo de um maior número de pessoas voltando a procurar emprego, seja pelo fim de benefícios sociais, seja por uma expectativa mais positiva em relação ao mercado, ou ainda por efeitos sazonais do início do ano — completa o professor.
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