Partidos intensificam conversas sobre candidatos para 2026

Da Redação
Os partidos e políticos continuam suas intensas articulações nos bastidores visando as eleições do próximo ano. Com cinco cargos em disputa, não faltam postulantes e conversas internas para definir os escolhidos.
Para o governo de Minas Gerais, a briga é intensa. O candidato mais provável é o atual vice-governador, Mateus Simões (Novo), que conta com o apoio de Zema (Novo). É esperado que o governador deixe o cargo em abril do próximo para integrar uma chapa de disputa à presidência do Brasil.
Um dos nomes mais cotados para o Executivo estadual é o do senador Cleitinho (Republicanos). Ele, inclusive, tem recebido convites para mudar de sigla, definição que deve acontecer apenas no começo de 2026.
Outro partido interessado na briga é o PL, do ex-presidente Bolsonaro e comando em Minas Gerais pelo deputado federal Domingos Sávio (PL). A sigla avalia lançar uma candidatura própria com o também parlamentar Nikolas Ferreira, mesmo partido.
Já na centro-esquerda, o cenário ainda é incerto. Um dos nomes mais cotados é do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD).
Estratégias
Os prováveis nomes também já se mobilizam nas redes sociais para fortalecerem suas possíveis candidaturas. O atual governador, Romeu Zema, por exemplo, inclusive, tem intensificado as críticas ao governo Lula (PT). Na mais recente, comentou sobre as fraudes previdenciárias.
— Mais de R$ 6 bilhões foram desviados do INSS e só um ministro caiu? Mais uma vez, a corrupção mostra sua cara no governo do PT. Queremos CPI, investigação sem blindagem e cadeia pra quem roubou. Roubar aposentado é covardia. Proteger “companheiro” corrupto é cumplicidade — publicou Zema.
Do outro lado, além de criticar o governo federal, o senador Cleitinho tem reforçado suas críticas aos pedágios por Minas Gerais.
O vice-governador do Estado, que até então assinava como Professor Mateus, abandonou o título de professor. A estratégia, segundo informações da Rádio Itatiaia, faz parte da nova comunicação de Simões.
Normas
Uma das definições mais importantes é para a Câmara dos Deputados. No próximo ano, os partidos precisam eleger, ao menos, 13 deputados federais em nove estados ou 2,5% dos votos válidos distribuídos igualmente entre as unidades da Federação para receber os recursos do Fundo Partidário e ter direito à propaganda gratuita.
Em Minas, são 53 cadeiras a serem preenchidas, com cada sigla podendo lançar até 54 candidatos. Um dos nomes prováveis é o de Lohanna França (PV), atual deputada estadual.
Para o Senado, são duas cadeiras, com as saídas de Carlos Viana (Podemos) e Rodrigo Pacheco (PSD). Dentre os interessados, o Domingos Sávio.
Já para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) são 77 vagas, sendo provável a tentativa de reeleição do deputado Eduardo Azevedo (PL).
Federações e fusões
Para 2026, a relação entre os partidos também deve sofrer alterações. Federações firmadas no pleito anterior devem ser desfeitas. Atualmente, são elas: PT, PC do B e PV; PSDB e Cidadania; Psol e Rede.
O PSDB, por exemplo, já anunciou o rompimento com o Cidadania. É esperado que a primeira sigla se funda com o Podemos. Outra fusão em andamento é do União Brasil com o PP.
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