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Saúde

Divinópolis não tem casos suspeitos de febre oropouche

Divinópolis não tem casos suspeitos de febre oropouche

Bruno Bueno

Divinópolis não tem casos suspeitos de febre oropouche. A informação foi confirmada ontem pela assessoria de comunicação da Prefeitura. 

A doença, que tem sintomas parecidos com a dengue, já tem quatro casos confirmados em Minas Gerais.

Minas

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), os registros foram contabilizados em diversas cidades.

— Dois em Ipatinga, um em Coronel Fabriciano e outro em Congonhas. A confirmação foi possível através da análise de amostras no Laboratório Central de Saúde Pública — comenta.

Os casos estão sendo acompanhados.

— A SES-MG, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (Cievs-Minas), está acompanhando a evolução dos casos e conduz a devida investigação epidemiológica no estado — acrescenta. 

Brasil

O país tem mais de 5 mil casos da doença. A maioria deles se concentra na região Norte, especialmente nos estados da Amazônia e Rondônia. 

A preocupação é que o surto se estenda para outros locais.

— Nós já vimos que a algumas semanas está acontecendo um espalhamento para outras regiões do Brasil. A gente não está só naquela concentração na Região Norte, que foi o primeiro momento (...) — ressalta Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.

O que é?

A Febre do Oropouche (FO) é uma doença causada por um arbovírus. Foi detectado pela primeira vez em 1960 em uma amostra de sangue de um bicho-preguiça capturado durante a construção da rodovia Belém-Brasília. 

Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul, como Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela.

Transmissão

A transmissão da febre se dá principalmente por meio do mosquito. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença: o silvestre e urbano. No primeiro, animais como bichos-preguiça e macacos são hospedeiros do vírus. O mosquito-pólvora é considerado o principal transmissor nesse ciclo. No segundo, os humanos são hospedeiros do vírus.

Sintomas

Os sintomas da febre do oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. 

— Neste sentido, é importante que profissionais da área de vigilância em saúde sejam capazes de diferenciar essas doenças por meio de aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais e orientar as ações de prevenção e controle — diz o Ministério da Saúde.

Diagnóstico e tratamento

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, todo caso com diagnóstico deve ser notificado. 

— A febre compõe a lista de doenças de notificação compulsória, classificada entre as doenças de notificação imediata, em função do potencial epidêmico e da alta capacidade de mutação, podendo se tornar uma ameaça à saúde pública — explica.

Não existe tratamento específico para a doença.

— Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico — afirma o órgão.

Prevenção

O Ministério da Saúde (MS) elencou algumas formas de se prevenir do vírus.

  • Evitar áreas onde há muitos mosquitos, se possível;
  • Usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplique repelente nas áreas expostas da pele;
  • Manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas.
  • Se houver casos confirmados na sua região, siga as orientações das autoridades de saúde local para reduzir o risco de transmissão, como medidas específicas de controle de mosquitos.

— Em caso de sintomas suspeitos, procure ajuda médica imediatamente e informe sobre sua exposição potencial à doença — reitera.

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