Transição da gestão da UPA deve ocorrer em 30 dias

Ígor Borges
O processo de transição de gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto continua. A Prefeitura divulgou na última semana, os nomes que compõem a comissão de transição. A expectativa é que o processo seja concluído em até 30 dias, mas o prazo pode ser prorrogado, se necessário.
Entre os nomes da comissão, estão representantes dos três órgãos envolvidos: Executivo, Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (Ibrapp) e Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Oeste para Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência (CIS-URG). O objetivo é preservar a assistência dos pacientes neste período de mudança.
Enquanto o processo não termina, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) solicita que os pacientes com sintomas gripais e de dengue procurem os postos de saúde ou os ambulatórios
Comissão
A Prefeitura disse, na portaria publicada, que “a referida mudança precisa ocorrer sem intercorrências que comprometam a assistência prestada na unidade, oportunidade em que se faz necessária a instituição de uma fase de ambientação e planejamento do futuro gestor”.
Membros da Comissão de Transição de Gestão da UPA:
- Cristiane Silva Joaquim – diretora de Regulação do Município de
- Divinópolis;
- Franciele Ferreira Alves – gerente de Pronto Atendimento;
- Lívia Maria dos Anjos Pires – Gerente do Ibrapp;
- Silvana Alves e Silva – coordenadora de Contratos do Ibrapp;
- José Marcio Zanardi – secretário Executivo do CIS-URG;
- Cleverson Humberto de Sousa Silva – enfermeiro do CIS-URG;
Outros nomes podem ser acionados durante o processo de transferência. Em relação à prazos, a portaria afirma que fica fixado o prazo de 30 dias, mas que este período pode ser prorrogado.
Ao Agora, um dos membros da comissão e secretário Executivo do CIS-URG Oeste, José Marcio Zanardi, revelou que uma reunião para discutir sobre o assunto.
— A reunião é para que a gente possa tomar pé da real situação assistencial e dos contratos dos prestadores de serviços, e poder tratar também com os funcionários da UPA, para que não haja a descontinuidade do serviço. Já foi solicitada uma documentação da comissão, para que a gente possa fazer diagnóstico da situação assistencial e financeira da UPA — comentou.
Transição
As cláusulas presentes no atual contrato ficam mantidas durante o período de transição.
A mudança de gestão, afirmou a Prefeitura ao Agora no fim de maio, não impactará os cofres públicos.
— Nenhum custo adicional, senão aqueles oriundos da execução do contrato até a data da sua efetiva rescisão. Como é amigável, não haverá incidência de multa para nenhuma das partes — garantiu.
Ainda de acordo com Administração municipal, a decisão afeta apenas a nomenclatura do contrato.
— Quanto ao formato de contrato, pelo fato de estarmos saindo de uma relação contratual como uma Organização Social e iniciando uma relação contratual com um consórcio, o contrato assumirá o formato de Contrato de Programa, como é típico dos consórcios — detalhou.
Pontos de atendimento
A Prefeitura falou ainda sobre a importância da população com sintomas gripais e de dengue procurarem os postos de saúde ou os ambulatórios. De acordo com o órgão, a procura destes pontos tem diminuído a cada dia, mesmo com a situação difícil que vive a UPA.
A estrutura para adultos fica à rua Nova Serrana, 140, no bairro Afonso Pena – próximo à Igreja São Sebastião. Já crianças com menos de 13 anos são atendidas na Policlínica, à rua São Paulo, 10, Centro.
O atendimento é diário, inclusive aos fins de semana, das 7h às 19h. São dois médicos e duas equipes de enfermagem em cada.
A secretária de Saúde, Sheila Salvino, já havia reforçado a importância da população, com sintomas de dengue ou doenças respiratórias, procurar os ambulatórios.
— As equipes e os locais onde funcionam os dois ambulatórios estão preparados para receber a população que, neste momento, são de grande importância também como suporte à UPA Padre Roberto — destacou.
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