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Divinópolis registra 1ª morte por febre maculosa em 2024

Por Redação Jornal Agora
Divinópolis registra 1ª morte por febre maculosa em 2024

Da Redação

Divinópolis confirmou na tarde desta segunda-feira, 26, a primeira morte em decorrência da Febre Maculosa neste ano.  A informação foi publicada pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). A Secretaria ainda informou que a vítima era um homem de 46 anos.

Divinópolis

Até a tarde desta segunda-feira, a cidade contabilizava 19 casos notificados da doença, no qual 15 foram descartados, 2 deles se mantêm em análise e 2 casos foram confirmados. Dados da Semusa mostram que dos casos notificados, as vítimas tiveram contato com carrapato, 17, capivara, 2, cão/gato, 2, equinos, 2 e bovinos, 2. Além disso, a incidência é maior no sexo masculino, com 57,89% dos casos e no sexo feminino, é de 42,11%.

A vítima que morreu é um homem de 46 anos, morador do bairro Danilo Passos. A Secretaria informou que o possível local de contaminação dos dois casos que foram confirmados, foi no próprio domicílio. A vítima deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento Padre Roberto Cordeiro Martins (UPA) e o resultado confirmando a doença, saiu após o óbito que aconteceu no dia 4 deste mês.

Ações de combate

O Parque Dr. Sebastião Gomes Guimarães, mais conhecido como Parque da Ilha, recentemente passou por uma dedetização decorrente do aumento de incidência do carrapato-estrela. 

A ação começou no dia 19 de julho e terminou no dia 5 de agosto, durando ao todo 16 dias. A data escolhida é devido ao período de reprodução do carrapato que acontece principalmente nesta época do ano.

A doença 

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a forma de contágio da Febre Maculosa Brasileira se deve, comumente, através da picada do carrapato contaminado pela bactéria do gênero Rickettsia. No Brasil, existem dois tipos de espécies da bactéria: a Rickettsia rickettsii, considerada a mais perigosa, possui registros no norte do estado do Paraná e nos estados da Região Sudeste. E também a Rickettsia parkeri, responsável por casos menos graves da doença, tem sido registrada em locais de Mata Atlântica, como no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Ceará.  

O Ministério alerta que, ao surgirem os primeiros sintomas, é necessário procurar uma unidade de saúde para avaliação médica e tratamento, que está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Alerta aos sintomas

Nos infectados, os principais sintomas são febre, dor de cabeça intensa, náuseas e vômitos, diarreia e dor abdominal. Outros sintomas recorrentes é a dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e solas dos pés, gangrena nos dedos e orelhas e paralisia dos membros que inicia nas pernas e tende a subir até os pulmões causando paragem respiratória.

Prevenção

O Ministério da Saúde ainda orienta seguir algumas medidas preventivas contra os transmissores. As medidas incluem, o uso de roupas claras, que auxiliam a identificar de forma mais fácil o carrapato, além de calças, botas e blusas com mangas cumpridas, ao percorrer em áreas arborizadas e gramadas. Além disso, é importante evitar locais com vegetação alta e grama, usar repelentes contra carrapatos, verificar se os animais de estimação têm carrapatos.

No caso de encontrar o carrapato, é necessário seguir os seguintes passos: quando encontrá-lo, remova-o com uma pinça. Não esmague ou aperte o carrapato, mas puxe com cuidado e firmeza. Depois da remoção, é importante limpar a área mordida com álcool ou sabão e água. 

A atenção deve ser grande, e quanto mais rápido retirar o carrapato do corpo, menor será o risco de contrair a doença. Por fim, a roupa utilizada deve ser colocada em água fervente para a retirada de outros possíveis carrapatos. 

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