Divinópolis tem sete mil famílias em situação de extrema pobreza

Da Redação
Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome apontam que Divinópolis tem 7.259 famílias em situação de extrema pobreza. O termo se refere a pessoas que não sabem se vão se alimentar no dia seguinte ou após uma refeição.
O cenário preocupante é ainda mais amplo. A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou que o Brasil voltou, no ano passado, ao Mapa da Fome. O percentual de brasileiros que não têm certeza de quando vão fazer a próxima refeição está acima da média mundial.
O documento da entidade mostra que o número de pessoas que lidaram com algum tipo de insegurança alimentar foi de 61,3 milhões – praticamente 3 em cada 10 habitantes do Brasil, que tem uma população estimada em 213,3 milhões.
Insegurança alimentar
A insegurança alimentar é uma questão enraizada em uma série de fatores socioeconômicos, como a desigualdade de renda, a falta de acesso a recursos básicos, a escassez de empregos e outros desafios estruturais que impactam diretamente no crescente problema.
Os números das Nações Unidas mostram que não ter comida todos os dias é um problema que afeta pessoas no mundo todo. No ano passado, 828 milhões de habitantes no planeta passaram fome, o que significa que o Brasil está pior do que a média global.
São 61 milhões de brasileiros que enfrentaram dificuldades para se alimentar entre 2019 e 2021; 15 milhões deles passaram fome. A pesquisa faz uma média do que aconteceu durante três anos. Entre 2014 e 2016 eram menos de 4 milhões em insegurança alimentar grave.
Entenda
- Insegurança moderada – não há certeza sobre a capacidade de conseguir comida e, em algum momento, tiveram de reduzir a qualidade e quantidade de alimentos.
- Insegurança grave – pessoas que ficaram sem comida e passaram fome e chegaram a ficar sem comida por um dia ou mais.
Famílias inscritas no CadÚnico
O Cadastro Único é um registro que permite ao governo saber quem são e como vivem as famílias de baixa renda no Brasil. Em Divinópolis 26.425 famílias estão cadastradas, ou seja, vivem com renda insuficiente.
O número é 65% maior do que em 2012, quando 16 mil pessoas estavam cadastradas.
Saneamento
Ainda no âmbito da dignidade, a Prefeitura encerrou, na última sexta-feira, os canais de Ouvidoria e Controladoria do Município referentes ao Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). A ideia foi possibilitar o contato para fazer questionamentos e enviar sugestões e reclamações sobre os serviços de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
— A ação faz parte do Plano Municipal de Saneamento Básico e a Prefeitura ressalta que a participação social é fundamental no processo de elaboração do Plano, como forma de enriquecer o trabalho desenvolvido pelo PMSB, acolhendo as principais reclamações e sugestões — informou o Executivo.
Conforme ressaltado, o diálogo permite a construção de um “planejamento que melhor retrate a realidade local e desenvolver projetos que atendam às suas necessidades”. O Plano Municipal de Saneamento Básico é um documento que visa dar ao administrador público mecanismos de planejamento e os investimentos necessários para o atendimento das metas de universalização dos serviços que compõem o saneamento básico, em atendimento à legislação e decretos federais (Lei nº 11.445/2007).
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