Entrada de produtos estrangeiros avança 72% em Divinópolis

Pablo Santos
As importações concretizadas por Divinópolis começaram 2017 a todo vapor. De acordo com os números do Ministério de Desenvolvimento da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDCI), a entrada de produtos estrangeiros cresceu 72% no município em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. A importação na cidade avançou mais em relação aos dados nacionais.
Segundo os números do MDCI, em janeiro deste ano, as importações alcançaram US$ 1,6 milhão. No mesmo período do ano passado, o valor chegou a US$ 946 mil, representando exatamente alta de 72,14%.
Quando se compara com janeiro e dezembro, a alta foi de 35,52%. No último mês do ano, a entrada de produtos estrangeiros somou US$ 1,2 milhão.
As importações de Divinópolis atingiram o melhor dos últimos 13 meses. Antes, o melhor resultado tinha sido registrado em novembro, quando as importações chegaram a US$ 2,1 milhões, de acordo com os dados do MDCI.
China
A China é o principal parceiro comercial de Divinópolis. De acordo com os dados do Ministério de Desenvolvimento, dos US$ 1,6 milhão importados, 65% vieram direto do país asiático, representando um pouco mais de US$ 1 milhão. Em janeiro deste ano, quando se compara com o ano passado, o crescimento foi de 83%.
O Paraguai é o segundo país com maior volume de importações: US$ 252 mil, representando 15%, segundo MDCI. Os produtos do país vizinho também tiveram crescimento de 167%, quando se compara com o mesmo período de 2016.
Produtos
O principal produto importado é o arroz. De acordo com os dados do MDCI, foram comprados US$ 252 mil do item. No ano passado, foram apenas US$ 94 mil. Os tecidos aparecem como o segundo com volume de compra. Quatro tipos de tecidos representaram US$ 570 mil, apontou MDCI.
Brasil
As importações cresceram em janeiro também no Brasil. Foram US$ 12,18 bilhões, com média diária de US$ 553 milhões, alta de 7,3% sobre janeiro de 2016. Avançaram, nesta comparação, as importações de bens intermediários (+22,8%), de combustíveis e lubrificantes (+15,8%) e de bens de consumo (+2,8%), mas recuaram as aquisições de bens de capital, que são as máquinas e equipamentos para produção (-40,1%).
A alta do preço internacional do petróleo também impulsionou as importações de combustíveis e de lubrificantes. Isso porque os preços mais altos encareceram as compras de óleo diesel, gasolina e querosene.
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