Equipamento reduz conta no talão em até 95%
Jorge Guimarães
A Cemig atingiu, em dezembro/2016, o expressivo número de 1.498 clientes micro e minigeradores de energia elétrica, consolidando-se como a distribuidora com mais ligações desta categoria, representando uma potência instalada de 7,7 MWp. A cidade que tem mais ligações no Estado é Uberlândia com 164, enquanto Divinópolis tem 24 ligações. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permite, desde 2012, que os consumidores tenham sistemas para produzir qualquer tipo de energia renovável em suas residências e obter descontos na conta de energia.
Principal meio para esse tipo de geração, os módulos fotovoltaicos devem ser adquiridos pelos clientes, e o projeto deve ser assinado por um engenheiro responsável, que envia a documentação para as concessionárias. De acordo com especialistas, o prazo de garantia de um sistema fotovoltaico fica na média de 25 anos, mas para alguns equipamentos pode chegar a 30 anos. Para efetivar a ligação, é necessário que o consumidor solicite à Cemig conexão com a rede de distribuição.
De acordo com o administrador regional da Cemig, Divino Barros Vieira, Minas Gerais conta com fatores altamente favoráveis para a instalação dessas mini e micro usinas.
— Isso possibilita um retorno do investimento mais rápido, graças aos excelentes níveis de radiação na maior parte do estado e a tarifa de energia atrativa para os investidores de geração distribuída, que contam ainda com a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelo Governo Estadual — explica.
Mudança na legislação
A mudança resolução normativa 678 da Aneel ampliou a abrangência e a potência dos mini e microgeradores, criou modelos de negócios e reduziu prazos para as distribuidoras conectarem os produtores/consumidores. Além disso, essa alteração permitiu a ampliação na potência instalada de uma usina de 1 MW para 5 MW e a transferência do excedente de geração para uma residência que tenha a mesma titularidade.
A Cemig, por meio da Eficientia, está implantando o sistema em diversos condomínios da região do Triângulo em parceira com a Alsol, em residências que captam energia solar. Neste caso, a energia é dividida entre os condôminos. Com as novas regras da Aneel, estima-se que até 2024 cerca de 1,2 milhão de residências contem com energia produzida pelo sistema de geração distribuída.
Como funciona
O consumidor adquire o equipamento e entra em contato com a distribuidora para efetivar a ligação. O novo medidor da residência passa a fazer o registro em dois sentidos: o que o consumidor está recebendo e a energia gerada e não consumida, que é inserida na rede da distribuidora.
Financiamento
Foi dado um grande passo para a disseminação da micro e mini geração de energia fotovoltaica no Brasil, principalmente no segmento residencial. A Caixa Econômica Federal anunciou que os equipamentos de energia solar fotovoltaica e aerogeradores passaram a constar como itens financiáveis no Construcard, podendo assim ser financiados em até 240 meses, com taxas de juros atraentes.
Tais medidas vêm atender a uma demanda do mercado, após a publicação da Resolução nº 482/2012 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que autorizou pequenos geradores de energia, inclusive pessoa física, a fazer a conexão à rede de distribuição de mini e microusinas de geração elétrica a partir de fontes renováveis.
Economia
Com isso, ficou ainda mais fácil ainda reduzir sua conta de energia em até 95% e se livrar dos reajustes superiores a inflação que estão previstos para as tarifas de energia, pagando menos do que você pagaria em sua conta de luz, valorizando seu imóvel, reduzindo as suas despesas e colaborando para o meio ambiente com a utilização de energia renovável, limpa e eficiente.
— Eu coloquei o sistema de energia fotovoltaica na minha casa na Barragem. E hoje, para se ter uma ideia, a minha conta de energia que vinha R$ 1,2 mil diminuiu para R$ 40, uma redução em torno de 90%. E assim mesmo eu pago os R$ 40, porque em Minas Gerais tem valor mínimo de taxa, se fosse em São Paulo, por exemplo, eu não pagaria nada. A população tem que conscientizar que nós temos uma energia de graça e precisamos usá-la, colaborando assim com o meio ambiente. Ressalto ainda que meu custo beneficio é excepcional, pois instalei as placas faz um ano e já estou tendo o capital investido retornando em curto prazo —avalia o advogado e diretor na empresa Coopelife Card, Sérgio Martins.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
