Essa responsabilidade é da Prefeitura, defende vereador sobre revitalização da Praça do Santuário

Matheus Augusto
O prefeito Gleidson Azevedo (PSC), em vídeo publicado nesta terça-feira, 16, anunciou a “revitalização de um dos maiores cartões postais da cidade: a Praça do Santuário”. O chefe do Executivo anunciou que, através de Parcerias Público-Privada (PPPs), será possível melhorar a estrutura do local.
— Nosso maior cartão postal, totalmente abandonado nas gestões passadas. Em março, vamos começar a revitalização da praça através de Parcerias Público-Privada. Queria convidar todos os empresários que verem esse vídeo a ajudar. (...) Eu espero todos vocês para que possamos reconstruir Divinópolis — finalizou Gleidson.
O tema foi abordado na Câmara pelo vereador Flávio Marra (Patriota).
— Não estou entendendo o prefeito. (...) Ele está pegando uma responsabilidade que é dele e passando para o empresário. Queria pedir para você não fazer isso. Essa responsabilidade é do senhor, da prefeitura — citou.
O vereador relembrou que, antes do início do mandato, em reunião, Gleidson firmou o compromisso de revitalizar a praça, porém dizendo que era “uma responsabilidade da Prefeitura”.
— O cidadão paga o IPTU e a prefeitura tem a responsabilidade de zelar e melhorar pelos patrimônios. A obrigação dos empresários é pagar salário em dia, arcar com tributos, aluguel… Agora, a obrigação de arrumar a praça do santuário é sua — destacou.
Marra, porém, disse apoiar o prefeito e estar mobilizado para conseguir ajuda de empresários “que querem ajudar”, através das próprias PPPs ou do projeto “Adote um Bem Público”. Sua crítica, justificou, é em relação à abordagem, que assustou empresários da região.
— Não podemos colocar a faca no pescoço do empresário e querer que eles sejam obrigados a arrumarem a praça porque ele tem uma empresa ali. É assim que eles estão se sentido — explicou.
“[Os proprietários de estabelecimentos no entorno] estão me mandando mensagem falando que ‘o prefeito está obrigando a gente aqui arrumar a praça’”, acrescentou.
— Os empresários no entorno da praça estão se sentindo coagidos a ajudar — relatou.
O parlamentar voltou a reforçar que a ajuda ao poder público não pode ser uma “imposição”, devendo ser apenas daqueles com disposição e condição de apoiar as iniciativas propostas pelo Executivo.
— A Praça do Santuário é uma obrigação do poder público — finalizou.
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