Estado envia à ALMG proposta para desestatizar Cemig e Copasa

Da Redação
Após anos expressando o desejo de privatizar a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o Estado enviou para análise a proposta para desestatização de ambas as empresas. O foi protocolado ontem pelo vice-governador, Professor Mateus (Novo), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Dívida
Um dos objetivos, segundo o governo, é facilitar a quitação da dívida de Minas com a União, avaliada em R$ 165 bilhões.
— Um dos objetivos de Minas Gerais é conseguir um maior abatimento da dívida com o repasse de ações ao governo federal, caso a negociação avance neste sentido — afirmou o governo.
Na avaliação do vice-governador, a ideia está madura o suficiente para finalmente ser apreciada pelos deputados estaduais.
Zema
Em viagem internacional para atrair investimentos para o Estado, o governador Romeu Zema (Novo) defendeu a proposta.
— Hoje, para se fazer uma obra de melhoria dos serviços de atendimento aos mineiros, tanto Cemig quanto Copasa precisam passar por um longo e burocrático processo de licitação, que nem sempre seleciona as melhores empresas e soluções para o projeto contratado e, na grande maioria das vezes, fica mais caro. Essas companhias vão ganhar agilidade e melhor capacidade de melhorar sua atuação — destacou.
Mudanças
Pelo texto, a Cemig será a primeira corporação da história de Minas.
— A principal característica de uma corporação é ser listada em bolsa de valores sem um controlador definido. No modelo proposto, o Estado de Minas Gerais passaria a ser o acionista referência, inclusive com poder de veto (Golden Share). O modelo aumentará o valor de mercado da companhia — detalha o governo.
Conforme aponta o Estado, a ideia é abrir o mercado de energia para clientes residenciais, ou seja, com a possibilidade do cidadão escolher a empresa prestadora do serviço.
— Assim, a companhia energética passará a ter mais sócios que estão obrigados a realizar investimentos em Minas sempre superiores à desvalorização dos seus ativos para melhorar o atendimento a indústrias, clientes rurais e residenciais. A sede da Cemig continuará em Belo Horizonte — afirmou.
Empresas valorizadas
Em apenas um ano, a Cemig elevou em 21,4% o investimento em Minas Gerais. Nos nove primeiros meses de 2024, a companhia destinou R$ 4,04 bilhões para o estado, ante os R$ 3,33 bilhões do mesmo período do ano anterior. Esses recursos integram o maior ciclo de investimentos da história da Cemig em Minas Gerais, previsto para o período de 2019 a 2028, com um aporte total de R$ 49,3 bilhões. Até o final de 2024, a Cemig deve alcançar R$ 6 bilhões em investimentos em Minas Gerais.
Já a Copasa tem registrado em números seu desempenho nos mais de 630 municípios em que atua em Minas Gerais. Entre janeiro e setembro de 2024, a companhia investiu, incluindo as capitalizações, R$ 1,56 bilhão em obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário, um aumento de 30,7% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 1,19 bilhão).
— Esse volume de recursos é recorde na história da companhia e segue mirando não apenas o atingimento das metas de cobertura estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento, mas também a melhoria da eficiência dos serviços prestados — finaliza o governo estadual.
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