Gás de cozinha sobe 3,5% influenciado pelo ICMS

Pablo Santos
O gás de cozinha em Divinópolis está mais caro. Segundo os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o GLP subiu 3,5% em janeiro na comparação com dezembro. A alta do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICSM) contribuiu para o reajuste.
Conforme a ANP, em dezembro do ano passado, o botijão de 13 kg estava cotado, em média, nos estabelecimentos comerciais da cidade, a R$ 54,84. No começo do ano, o valor do gás de cozinha é de R$ 56,74, em média, de acordo com os dados da ANP, ou seja, o acréscimo de um mês para outro foi de 3,5%. De acordo com a ANP, o valor mínimo encontrado na cidade é de R$ 50 e, no máximo, é de R$ 65. No começo de dezembro, o menor valor encontrado nos estabelecimentos que comercializavam o GLP foi de R$ 48 e o maior, R$ 60.
O presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, Alexandre Borjaili, disse que, após divulgação dos valores pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Cotepe), as distribuidoras já anunciaram novo aumento do botijão de gás de cozinha no final do ano passado.
— Pode chegar na casa dos R$ 6, de acordo com a marca e a localidade e outro aumento nos cilindros (P45 Kg usados em prédios e comércios) e venda do industrial, que também sofrerá um impacto de aumento do ICMS —afirmou Borjaili.
Preço livre
De acordo com o presidente, em Minas Gerais a diferença do ICMS provoca um aumento mínimo de R$ 3,73, sem considerar os aumentos gerados com essa elevação no custo das companhias.
— Além do ICMS, devemos observar que, assim como muitos estados, o gás de cozinha chega ao distribuidor, parte por gasoduto e outra via terrestre através de carretas. Com isso, temos uma variação a ser considerada pelo aumento do gás em outros estados mais a elevação do custo no frete — destacou.
Alexandre Borjaili lembrou que o preço do gás é livre e as distribuidoras definem qual o impacto nos seus custos operacionais.
— Apesar de Minas Gerais sofrer um aumento além de qualquer expectativa, os demais estados podem sofrem variações no seu preço em função dessa última medida da Petrobras, que coloca o valor do frete flutuante de acordo com o preço do combustível no mercado internacional — ressaltou.
Novembro
Em novembro do ano passado, a Petrobras repassou para os revendedores o aumento que teve na área logística. Em nota, a estatal informou que os contratos de fornecimento com vigência a partir de 1º de novembro refletiram mudanças na composição de preços de logística.
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