Governo de Minas e Prefeitura aguardam ALMG aprovar projeto para finalizar hospital regional

Da Redação
Quatro meses após o governo de Minas Gerais fechar um acordo bilionário com a Vale em decorrência da tragédia de Brumadinho, obras em todo o estado permanecem paradas à espera da liberação dos recursos. Uma delas é o Hospital Regional em Divinópolis. Em resposta a cobrança da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Divinópolis (Acid) por uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a deputada estadual Laura Serrano (Novo) declarou apoio à solicitação.
— As audiências públicas são instrumentos muito importantes de participação e é fundamental que a sociedade participe. (...) Um ponto crucial para Divinópolis é o Hospital Regional. Hoje ele já está incluído no acordo que foi feito com a mineradora Vale para compensação de danos coletivo de Brumadinho — afirmou, em resposta à presidente da Acid, Alexandra Galvão.
A parlamentar faz parte da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária que está, atualmente, com o texto em mãos para avaliações. Ela reforçou, porém, que apenas o presidente pode pautar a discussão.
Processo
Para a liberação dos recursos e o investimento dos valores em obras do Estado, a ALMG precisa aprovar o projeto, de autoria do governador Romeu Zema (Novo), que autoriza utilização de recursos do acordo judicial firmado com a Vale para reparação de danos causados pelo rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte), avaliados em R$ 11 bilhões. O texto chegou à assembleia em 2 de março, mas, até o momento, não foi colocado em votação.
O recurso será usado, dentre outras finalidades, para terminar cinco hospitais regionais, inclusive o de Divinópolis. Iniciado em 2010, as obras foram paralisadas em 2016 após o governo estadual suspender os repasses para sua construção.
Caso
O Governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) assinaram um termo de Medidas de Reparação, no dia 4 de fevereiro de 2021, que garante que a empresa Vale seja imediatamente responsabilizada pelos danos causados às regiões atingidas e à sociedade mineira pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, em 2019.
— Trata-se do maior acordo de Medidas de Reparação em termos financeiros e com participação do Poder Público já firmado na América Latina, totalizando R$ 37,68 bilhões, e um dos maiores do mundo. As Medidas de Reparação viabilizam investimentos em benefício das regiões atingidas e da população, que começarão a ser realizados em breve. Cerca de 30% dos recursos vão beneficiar o município e a população de Brumadinho — informou o governo, na época.
Leia também
Saúde retoma Comitê Científico em Divinópolis
Profissionais da Educação Especial são imunizadas contra a covid-19
Saúde realiza mutirão contra a dengue na região Nordeste
Ocupação dos leitos de UTI covid chega a quase 90%
Prefeitura solicita corte nos leitos de enfermaria do hospital de campanha
Vacinação contra a covid é paralisada em Divinópolis
Mais recentes
São João de Deus promove capacitação sobre cuidados paliativos para voluntários
Por que cada minuto importa no atendimento ao paciente
Divinópolis aplica 31 mil doses contra a dengue desde 2024
São João de Deus reduz em até 66,7% os tempos de atendimento ao AVC e apresenta avanços em simpósio científico
Do nosso arquivo
Minas inicia campanha de multivacinação para proteger crianças e adolescentes
Ministério da Saúde confirma 113 registros de intoxicação por metanol
Obras de recapeamento interditarão trecho da Avenida J.K próximo ao Hospital Santa Lúcia
‘Farmácia Perto de Você’ leva remédios a bairros distantes em Divinópolis
Veja tudo o que publicamos em maio de 2021
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
