Governo Federal autoriza e remédios ficam mais caros
Jorge Guimarães
Quem faz uso de medicamentos e precisa comprar mensalmente ou por semana, pode preparar o bolso. O governo federal autorizou o aumento de até 4,76%, em vigor desde ontem. O cálculo é feito baseado na inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), agregados a outros fatores como insumos e outros. No ano passado, o aumento foi maior, 12,5%, já em 2015, o índice variou entre 5% e 7,7%. O aumento porém, não deve chegar de imediato aos consumidores, se levado em conta os estoques das farmácias e a livre concorrência de mercado. Vale ressaltar que a indústria e o varejo podem praticar um aumento menor nos remédios de maior concorrência e naqueles que são os mais procurados. De acordo com o Ministério da Saúde, o reajuste é o menor registrado nos últimos 10 anos.
Concorrência
Com o aumento dos remédios, o que pode prevalecer é a concorrência do mercado determinando o preço, e assim, mais uma vez, o consumidor vai ter que pesquisar.
— Sempre faço pesquisa de preços para comprar qualquer medicamento, e olha que a diferença de alguns preços chega até mais de 10%, entre um estabelecimento e outro — argumenta a dona de casa Ana Lúcia Cruz.
Em um ponto de venda no Centro da cidade, na tarde ontem, o movimento era normal, mas com alguns clientes ainda não informados pelo aumento.
— Hoje, ainda não vi noticiário algum. Estou sabendo agora que vim comprar o meu; assim em vez de uma caixa vou levar logo umas três. Para o meu caso, a diferença vai ser pouca, mas ao longo do tempo, se somada a diferença, ela representará uma boa quantia —afirmou a comerciária Aline Alves.
Já o gerente Hyago Saldanha Maciel Silva, ajudava no atendimento e alertava aos consumidores.
— Estamos alertando a todos, pois muitos ainda não sabem. Mas quanto ao aumento, o que vai valer é a livre concorrência de mercado, assim favorecendo diretamente ao cliente, que pode se valer da pesquisa e comprar onde melhor lhe convier — avaliou o gerente.
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