Nível de produção do Centro-Oeste é o pior de Minas

Pablo Santos
A indústria regional apresentou indicadores positivos no primeiro mês do ano e um deles é capacidade instalada. No entanto, o indicador medido pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) revela o menor percentual de utilização das empresas do Centro-Oeste, quando se compara com as outras regiões analisadas.
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) do Centro-Oeste chegou 70,5%. É um percentual melhor na comparação com janeiro de 2016 quando UCI estava em 67,3%, de acordo com a Fiemg. No ano passado, a capacidade de produção ficou em 72,1%. Apesar de crescimento, o nível de utilização da indústria do Centro-Oeste fica abaixo das outras cinco regiões mineiras analisadas.
A Zona da Mata tem o melhor UCI de Minas Gerais. A região ficou em janeiro com 84,1% de capacidade de produção. No entanto, a Zona da Mata registrou perda de pontos na comparação com o mesmo período do ano passado, quando chegou com nível de 87,2%.
A Região Leste é outra com números favoráveis, no limite de produção com 78,9%, desempenho superior ao conquistado no mesmo período do ano passado: 75,1%.
O Sul de Minas manteve-se com UCI praticamente por dois períodos seguidos. Em janeiro do ano passado, a capacidade máxima de produção ficou em 76%, contra 76,1% do mesmo mês de 2016.
O Triângulo Mineiro é a região com maior proximidade com o desempenho do Centro-Oeste. Conforme a pesquisa da Fiemg, o percentual do Triangulo da UCI ficou em 72,7%, melhor na comparação com janeiro de 2016 quando atingiu 70,9%.
Já dos dados da região Norte de Minas não estão disponíveis para consulta.
Em Minas Gerais, a utilização da capacidade instalada ficou relativamente estável. Em janeiro (76,4%), contra dezembro (76,2%), desconsiderando os efeitos sazonais. Em relação a janeiro de 2016 (79,4%), no entanto, o índice recuou 3,1 pontos percentuais.
Brasil
O nível de utilização da capacidade instalada da indústria brasileira encerrou 2016 em 76%, o mais baixo já registrado desde 2003, segundo informação da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
— É indicativo de uma grande folga que existe na indústria. Há uma grande ociosidade no setor e isso é um limitador da retomada do investimento —afirmou o gerente-executivo de Políticas Econômicas da CNI, Flávio Castelo Branco.
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