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Homicídios marcam história recente da ‘Princesa do Oeste’

Homicídios marcam história recente da ‘Princesa do Oeste’

Da Redação

Divinópolis já registra 18 homicídios somente em 2025. A média ultrapassa três assassinatos por mês na ‘Princesa do Oeste’. Se continuar assim, a cidade deve terminar o ano próximo à marca de 40 registros. 

Os números assustam, mas não estão nem perto de superar o recorde recente. Nos últimos anos, a cidade registrou anos de sangue, guerras entre facções e muitos homicídios.

2025

Os dois últimos homicídios deste ano foram registrados no bairro Planalto. De acordo com a Polícia Militar, a maioria absoluta dos crimes tem ligação com o tráfico de drogas. Uma das vítimas saiu recentemente do sistema prisional. Ele foi condenado a uma pena de 30 anos e havia cumprido 8 de reclusão.

O homem foi atingido com vários tiros na cabeça e, quando os socorristas chegaram ao local, ele já estava sem sinais vitais. A ficha criminal é extensa, com registros por homicídio, roubo, receptação e tráfico de drogas, dentre outros.

Feminicídio

Um feminicídio chocou os divinopolitanos neste ano. Uma mulher foi morta estrangulada pelo namorado no bairro Jardinópolis. Segundo a Polícia Militar, duas crianças, filhas da vítima, estavam em casa no momento do crime.

A perícia da Polícia Civil esteve no local e fez o trabalho de rotina. Ainda segundo a PM, a princípio, os filhos foram retirados da casa e ficaram com uma vizinha. O Conselho Tutelar foi chamado para acompanhar as crianças e tomar as providências cabíveis. 

O suspeito fugiu do local, mas foi preso em Nova Serrana. A motivação do crime está sendo investigada.

Trabalho conjunto

As polícias Civil e Militar trabalham em conjunto para frear a criminalidade na cidade, em especial os homicídios. A operação Território Inimigo foi deflagrada recentemente para enfrentar o crime organizado. Cinco mandados de prisão e 14 de busca e apreensão foram cumpridos.

Coordenada pela Delegacia de Homicídios, a operação envolveu o trabalho integrado entre as Polícias Civil e Militar. Foram mobilizados 70 agentes — sendo 38 civis e 32 militares — e 21 viaturas, com o reforço de cães farejadores para apoiar as buscas. Os alvos estavam localizados nos bairros Quintino, Campina Verde, Casa Nova, J. A. Gonçalves e Planalto.

Guerras de facção

Durante a ação, dois homens, de 26 e 31 anos, apontados como integrantes de um grupo responsável por oito homicídios em Divinópolis, foram localizados e detidos. De acordo com a investigação, dois desses assassinatos ocorreram em 2024 e os outros seis em 2025. Três suspeitos seguem foragidos e são procurados pelas autoridades.

As investigações apontam que os crimes têm ligação direta com disputas entre facções criminosas, tráfico de entorpecentes e acertos de contas. O comandante do 23º Batalhão da PM, tenente-coronel Alexsandro, reforçou o caráter estratégico da operação.

— Mais do que os resultados imediatos, essa ação integrada representa uma resposta concreta à sociedade, demonstrando presença ativa das forças de segurança na repressão aos crimes contra a vida — declarou.

Mesmo com as prisões, as diligências continuam e novas informações poderão levar à prisão dos outros integrantes do grupo criminoso. 

Números

O levantamento do Agora coleta os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança (Sejusp) desde 2012 e mostra que o ano mais sangrento foi 2017, com 54 homicídios. 

2012 teve 36 homicídios. Em 2013, o número diminuiu para 29 e seguiu caindo em 2014, com 23 registros. No ano seguinte, em 2015, a cidade contabilizou 30 assassinatos. 2016 teve um aumento de 46% em relação ao ano anterior, com 44 homicídios consumados. 

Já 2017 foi o ano mais sangrento, com 54 registros. Em 2018, 49 assassinatos aconteceram na cidade. O número caiu para 36 em 2019 e, em 2020, o menor número da lista foi registrado devido à pandemia. Ao todo, foram 21 homicídios naquele ano. 

O registro voltou a subir em 2021, com 35 mortes. Em 2022, foram 34 registros. 2023 encerrou com 42 assassinatos e 2024, por sua vez, registrou 23 mortes. Extraoficialmente, Divinópolis já tem 18 homicídios em 2025. A Sejusp, no entanto, só contabiliza 15 de forma oficial.

Ano sangrento

O ano de 2017 ficou marcado por crimes que chocaram Divinópolis. Criminosos cometeram assassinatos e depois foram vítimas do mesmo delito. Foi o caso de Guilherme Nogueira e Cleiton Rodrigues, conhecido como “Cheiroso”.

Em julho, Guilherme estava na porta de sua residência quando foi atraído por ‘Cheiroso’. Na ocasião, outro indivíduo apareceu sem aviso e os dois criminosos efetuaram disparos contra a vítima. O próprio ‘Cheiroso’, que já possuía extensa ficha criminal, também foi vítima de homicídio no mês seguinte. 

A história de Maria de Lourdes de Costa, de 65 anos, abalou a cidade. Um homem dirigia um carro roubado em alta velocidade e fugia de uma abordagem policial. Ele acabou, durante a evasão, atropelando duas idosas. Maria de Lourdes teve inúmros ferimentos e morreu no local. 

Tiroteio

Além dos homicídios, os tiroteios também foram destaque em 2017. Em agosto, a Polícia Militar recebeu informações de que havia indivíduos armados no bairro Porto Velho. Durante a abordagem policial, foi constatado que se tratava de um grupo de três pessoas. 

Os suspeitos receberam os militares com disparos de arma de fogo e foram revidados pela equipe policial em plena luz do dia.

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