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Hortifrutis ficam 3,8% mais baratos em outubro

Hortifrutis ficam 3,8% mais baratos em outubro

Jorge Guimarães 

A chegada das chuvas, já em meados e fim de outubro, trouxe um certo alívio ao comércio de hortifrútis, impulsionando a produção e permitindo redução nos preços dos produtos. Após um período de estiagem, que pressionou os preços para cima, especialmente da batata e da cebola, com valores que chegaram a atingir até R$ 8 o quilo, agora os consumidores podem respirar aliviados, com os custos voltando a um patamar mais dentro da realidade.

Condições favoráveis 

Com as condições de cultivo mais desenvolvidas, a produção de hortifrutis está em crescimento, resultando em uma oferta maior dos produtos e maior estabilidade nos preços. Esse cenário é vantajoso para comerciantes e consumidores, que agora podem acessar alimentos frescos e de qualidade sem comprometer tanto o orçamento.

— As estratégias são otimistas para os próximos meses, com o mercado de hortifrútis mais abastecido, o que contribui para a manutenção de preços equilibrados e acessíveis. Isso significa um período de oportunidades para consumir produtos saudáveis ​​e de boa procedência, aproveitando a variedade que a safra promete. A expectativa é que esse cenário se mantenha, garantindo mais economia e qualidade para o consumidor final — explica o gerente de uma loja de rede de supermercados, Sérgio Antônio de Oliveira. 

Outubro

Mediante a estes fatores, em outubro, os preços dos hortigranjeiros no atacado da CeasaMinas, maior fornecedor para Divinópolis e região,  registraram uma redução média de 3,8% em comparação com setembro. Todos os setores que compõem o grupo de produtos hortigranjeiros apresentaram queda. As leguminosas e verduras tiveram uma maior redução, com preços 7,9% mais baixos; as frutas caíram 1,2%; e os ovos, 1%.

— Esse cenário de preços mais baixos é resultado, em grande parte, do aumento na oferta, impulsionado pela melhoria das condições climáticas nas regiões produtivas — analisa o economista Leandro Maia. 

Itens 

Entre os itens que mais influenciaram a redução nos preços, destacam-se a cebola, com uma queda expressiva de 36,1%, seguida pela batata (-19,3%), repolho (-18,6%), beterraba (-16,6%) e cenoura (-4,8%). Esses itens foram impactados pelo aumento da produção, favorecendo os consumidores e contribuindo para tornar o mercado de hortigranjeiros mais aquecido.

— A tendência de queda nos preços dos hortigranjeiros é uma boa notícia para os consumidores, que podem aproveitar a variedade e a qualidade dos produtos frescos. Além disso, essa redução favorece o setor de alimentação, incentivando o consumo de alimentos mais saudáveis — salienta Maia. 

Contra mão 

Enquanto muitos produtos tiveram queda de preço, alguns seguiram uma trajetória inversa, com aumentos significativos. Entre eles, destacam-se o inhame, que registrou alta de 46,5%, o tomate (21,9%), a abóbora-moranga (14,3%), a mandioca (11,7%) e o pimentão (10 ,5%).

No entanto, mesmo com essas elevações, alguns desses itens ainda representam boas alternativas para quem deseja economizar nas compras em novembro.

Segundo o chefe da Seção de Informações de Mercado da CeasaMinas, Ricardo Martins, produtos como o tomate, a mandioca e a abóbora-moranga continuam com valores relativamente acessíveis e são boas opções para compor o cardápio do mês.

— Essas escolhas permitem ao consumidor equilibrar o orçamento sem abrir mão de alimentos nutritivos e saborosos, aproveitando o que cada um tem de resultado para uma ótima saúde — finaliza Martins.

Frutas

Entre as frutas que registraram quedas de preços em outubro, destacam-se o mamão-formosa (-27,5%), a manga (-24,8%), a banana-prata (- 19,2%), o pêssego (-9,7%) e a melancia (-7,3%). Essas reduções refletem a maior oferta desses produtos, resultado de boas condições climáticas nas produtoras, o que torna esses itens mais acessíveis.

Por outro lado, algumas frutas tiveram aumentos expressivos de preço, como o abacate (71,2%) e o limão-taiti (67,6%). Segundo especialistas, essas altas são justificadas pela entressafra, um período de menor produção, que é comum nessa época do ano. Além do abacate e do limão, outras frutas que registraram aumento foram a laranja-pera (19,4%), a uva-niágara (15,4%) e a banana-nanica (12,4%).

— Essas variações nos preços refletem as dinâmicas sazonais do mercado de frutas, influenciadas tanto pela sazonalidade quanto pelas condições de oferta e demanda. Para os consumidores, a recomendação é aproveitar as frutas com preços mais baixos e estar atento às variações sazonais, que impactam o valor final dos produtos — define Leandro. 

Consumidor 

Mesmo com a redução de alguns produtos, o consumidor tem se mostrado cada vez mais atento às promoções, especialmente em tempos de orçamento apertado. Para muitos, a pesquisa semanal de preços se tornou um hábito essencial para garantir economia nas compras. É o caso da dona de casa Lúcia Alves Costa, que compartilha sua estratégia de economia.

— Toda semana pesquiso as promoções em cada supermercado e no sacolão do meu bairro. E, no meu caso, o sacolão sai mais em conta. Vou sempre aos domingos, apesar de enfrentar fila para entrar, mas vale a pena pois os preços são geralmente mais baixos — relata. 

Fim de ano

E com a aproximação do fim do ano, as frutas voltam a ganhar destaque, tornando-se ainda mais desejadas nas refeições diárias e com benefícios especiais. Além disso, os preços das frutas estão em média equivalentes aos do ano passado, o que, segundo os gerentes de lojas, deve se manter até o fim do ano, favorecendo o planejamento das tradicionais ceias e celebrações de dezembro.

— Esse cenário permite que as famílias elaborem mesas mais coloridas e saudáveis, repletas de frutas frescas, sem comprometer o orçamento. Mangas, abacaxis, melancias e outras frutas típicas da estação tornam-se as refeições mais leves e refrescantes, alinhando-se perfeitamente com as temperaturas mais altas que o verão traz. Assim, o consumo de frutas ajuda a enriquecer a alimentação, garantindo mais saúde e sabor nas festividades — pontua o gerente Sérgio. 

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