Inteligência Artificial

João Carlos Ramos
As três primeiras dimensões são: matéria, luz e tempo. Vivemos na matéria, pois nossos corpos são compostos de 16 elementos, segundo a mística, e 61 elementos, segundo a ciência. Esses elementos nos ligam à materialidade, deixando um vácuo a ser preenchido pela alma. Essa, por sinal, é a estação do Espírito.
O homem precisa parar para refletir suas ações e optar pelo bem, visando a colheita de suas decisões. O mal atrai o mal e o bem atrai o bem. Isto posto, vejamos o que proponho dizer:
A próxima dimensão, que seria a quarta, é o espaço. Cientistas dizem que ele é finito. Explico que sua finitude é em relação à eternidade. Nesta dimensão está a famosa Inteligência Artificial. Na verdade, nada se cria. Todas as vozes e imagens estão guardadas nesta gaveta dimensional. Desde o estrondo do Big Bang até nosso presente momento, absolutamente tudo está nessa dimensão.
O homem, com sua capacidade mental, descobriu essa lei e a fez retornar em seu proveito. O perigo está exatamente aí. Deus não joga dados, mas o homem sim!
Tudo está perfeito como no princípio. A semeadura é opcional, mas a colheita é fatal. O próprio renomado cientista Stephen Hawking disse que os cientistas podem colocar a humanidade diante de um abismo de proporções alarmantes com a exploração irresponsável da inteligência artificial.
Pessoas que trabalham exclusivamente para o mal procuram o caminho mais curto para obter os seus intentos. Por exemplo, o crime organizado, com seus tentáculos em todas as camadas sociais, agradece imensamente por essa tão potente ferramenta. A comunidade política pode usá-la para disseminar fake news que parecem ser gêmeas da verdade. Um mal pode parecer bem e vice-versa.
Como tudo em nossa vida, existem os dois polos: positivo e negativo. Yin e Yang.
As guerras tecnológicas superam infinitamente as guerras tradicionais. O perigo maior é que já não podemos voltar atrás. A tendência é que o processo evolutivo seja ainda mais espantoso e cruel.
Em pleno ano de 2026, ainda estamos engatinhando no tocante à exploração da Inteligência Artificial. Tempos sombrios virão!
Permitam-me tocar nas feridas proféticas: o Terceiro Segredo de Fátima, as profecias de Nostradamus, os mistérios envolvendo a Besta do Apocalipse etc. Todas, unanimemente, apontam a humanidade indo para o caos, oriundo de suas próprias mãos.
O crescente nível populacional coloca os governantes em estado de alerta. Como alimentar mais de oito bilhões de pessoas? Como criar novos mercados de trabalho? A inteligência artificial está cada vez mais afunilando esse processo.
Outro parceiro tenebroso é a solidão em larga escala. As pessoas também estão se tornando artificiais e, consequentemente, distantes, a tal ponto em que a palavra saudade virou artigo de luxo e o romantismo, peça de museu.
Para que servem as flores se as pessoas não se amam mais? A tendência é piorar, e ninguém poderá assistir “de camarote” ao fim de tudo. Todos nós estamos nesse barco nas águas tumultuosas do tempo. Quem viver (se viver), verá!
Relembro o que diz a Bíblia: “Quem aumenta ciência, aumenta tristeza!”
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