Já era esperado

As reações sobre a filiação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, ao PSD já começaram e podem causar uma debandada de integrantes do partido. O movimento maior, é daqueles ligados ao senador Rodrigo Pacheco, principal nome da sigla em Minas Gerais. Parlamentares próximos ao senador avaliam a possibilidade de deixar a legenda, caso o acerto político mexa no espaço do grupo dentro da legenda. A preocupação do momento é que Pacheco deixe o partido, e leve com ele dezenas de aliados. Entre eles, diversos prefeitos. E olha que opções não faltam. MDB, União Brasil e PSB, fazem parte dos interessados na filiação do senador. Situação que pode danificar ainda mais a pré-candidatura de Simões que, apesar dos esforços, até hoje não se consolidou.
Perda significativa
Outro fato que preocupa é que a saída de Rodrigo Pacheco do PSD, independe de sua ida para o Supremo Tribunal Federal (STF). Pelo visto neste cenário de indecisão, apenas o presidente da sigla do Estado, deputado Cássio Soares, aprova a ida de Simões para sigla, pois é um apoiador do governo na Assembleia Legislativa de Minas. O grupo dos insatisfeitos não é pequeno. Entre os parlamentares, estão: Luiz Faria, Diego Andrade e o líder da bancada mineira na Câmara Federal, Igor Timo. Além do mais, o PSD é o partido com mais prefeitos em Minas. Pelo visto, esta questão não fez parte da mesa de negociações. O problema é se for levada em conta tarde demais.
Concorrência acirrada
É o que promete a briga para saber qual nome do PL em Minas sairá vencedor para disputar uma vaga no Senado no ano que vem. Um deles vem fazendo de tudo para ser o escolhido: o deputado estadual Cristiano Caporezzo, que visitará Jair Bolsonaro, principal nome do partido no País, nesta quinta-feira, em sua casa em Brasília. O encontro autorizado pelo STF, deve tratar exatamente desse assunto. Meio que pedido de apoio. No entanto, o deputado parece ignorar que existem outros pretendentes, até mais nohall, como o presidente da sigla no Estado, o deputado federal Domingos Sávio. Para além dele, ainda tem o vereador por Belo Horizonte Vile Santos, o deputado federal Eros Biondini e Marco Antônio, o “Superman”. Ou seja: "o buraco é bem mais embaixo".
Pretensioso?
Não, deixa! Ao colocar seu nome à disposição e pedir ajuda ao ex-presidente, Caporezzo, não pensou duas vezes em afirmar que não tem ninguém “mais à direita” do que ele em Minas Gerais. Pelo menos admite que a decisão para escolher um candidato ao Senado é complicada e existem muitos fatos a serem levados em consideração. Sem comentários!
Inacreditável
Talvez ridículo ou coisa parecida. É cada uma que se vê nesses parlamentos brasileiros, que parece mentira. No último deles, o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL) interrompeu na semana passada, os trabalhos da CPMI que investiga descontos irregulares em benefícios previdenciários para cantar parabéns ao senador Magno Malta, do mesmo partido, que completou 68 anos. Como se estivesse em um local de entretenimento, ele puxou o coro de “parabéns para você”, mas foi interrompido pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos). Ironizou perguntando se alguém poderia providenciar um bolo no intervalo. Esses são os nossos representantes. Viva!
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