Vídeo de prefeito flagrando fraude de servidor repercute na cidade

Da Redação
Um vídeo publicado pelo prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), teve forte repercussão na cidade e nas redes sociais desde que veio a público. Na gravação, amplamente compartilhada em grupos de WhatsApp e perfis locais no Instagram e Facebook, o chefe do Executivo aparece abordando um servidor público suspeito de fraudar o registro de ponto para, supostamente, não cumprir integralmente a jornada de trabalho.
Segundo o prefeito, o flagrante foi resultado de uma ação de monitoramento que durou mais de 15 dias. Durante esse período, ele afirma ter coletado provas suficientes para encaminhar a situação aos órgãos competentes. O servidor teria o hábito de comparecer ao local de trabalho apenas para registrar o ponto, mas retornava para casa em seguida, sem cumprir as funções para as quais é pago com recursos públicos.
Na prefeitura
A abordagem ocorreu dentro do próprio Centro Administrativo, após dias de monitoramento das idas e vindas do servidor. Em tom de indignação, o prefeito confronta o funcionário e o questiona sobre onde ele estava no momento da fiscalização. Em trechos do vídeo, Gleidson diz que o comportamento será formalmente denunciado ao Ministério Público (MP) e que um processo administrativo disciplinar será instaurado.
— Você está na fiscalização, não? Já estou te filmando há mais de 15 dias. Agora eu vou denunciar você no Ministério Público e abrir um processo administrativo — afirmou o prefeito, visivelmente contrariado.
Combate à impunidade
Durante o vídeo, Gleidson reforça que sua intenção não é expor publicamente o servidor, mas sim mostrar que sua gestão tem compromisso com a ética, a responsabilidade e o zelo pelo dinheiro público. Ele ressalta ainda que a grande maioria dos servidores da Prefeitura trabalha com dedicação e entrega um serviço de qualidade à população.
— Eu tenho o maior respeito pelo servidor público. Mas infelizmente chegou a denúncia dele e de outros. E a gente precisa fiscalizar, para esse tipo de conduta não acontecer mais — reiterou.
Discurso de "tolerância zero"
No mesmo vídeo, Azevedo ressaltou que sua gestão efetivou recentemente mais de 1.500 servidores públicos municipais, o que torna ainda mais urgente o compromisso com a transparência e o cumprimento rigoroso dos deveres funcionais. Segundo ele, manter uma folha de pagamento que supera R$ 30 milhões mensais exige um esforço contínuo por eficiência e fiscalização.
— É uma pequena minoria que precisa acabar. Que isso possa ser um exemplo para os novos servidores que chegarem. Quem entra no serviço público tem que ter consciência da responsabilidade que é trabalhar com recursos da população — completou.
O prefeito enfatizou que a atual gestão não tolerará esse tipo de conduta e que qualquer caso semelhante será tratado com o mesmo rigor. Ele reafirmou o compromisso com a chamada "tolerância zero" para fraudes, desvio de função e outras práticas que ferem o interesse público.
Denúncia formal e investigação
O vídeo será oficialmente anexado a uma denúncia que será enviada ao MP, com pedido para abertura de inquérito. A Procuradoria-Geral do Município também instaurará um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar internamente a conduta do servidor.
Até o momento, a identidade do servidor envolvido não foi oficialmente divulgada pela Prefeitura, e também não houve manifestação pública por parte do funcionário ou de sua defesa. A gestão municipal afirma que, por enquanto, manterá discrição até que as etapas legais avancem.
Outros casos?
Além disso, o caso pode abrir precedentes para novas fiscalizações. Em sua fala, o prefeito dá a entender que outros servidores também estariam sendo monitorados, o que pode indicar que mais denúncias estejam a caminho. O Agora teve acesso à informações confirmando que outros funcionários públicos do município praticam a mesma conduta do homem confrontado pelo prefeito.
Com a repercussão do vídeo, cresce a expectativa em torno das próximas ações da Prefeitura e sobre a resposta do MP. na opinião de alguns internautas, o caso reacende o debate sobre a responsabilidade no serviço público e a necessidade de fiscalizar o uso dos recursos pagos por todos os cidadãos.
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