Jardinópolis esquecido não conta com agentes comunitários

Da Redação
A agente comunitária de Saúde (ACS), Luzia Aparecida Lopes, falou na Tribuna Livre da Câmara, na última quarta-feira, descrevendo a situação de abandono em que se encontra o bairro Jardinópolis. Ela testemunha que há mais de 20 anos, essa parte da cidade não recebe a devida atenção dos gestores municipais. Esta foi a nona vez que ela recorreu aos vereadores para denunciar os problemas de sua comunidade, especialmente esgoto a céu aberto e péssimas condições sanitárias, especialmente, ambientais.
Começou dizendo que o loteamento foi aprovado sem a mínima infraestrutura: “só com rua de chão, só mato, bichos, insetos, cobras, escorpião” e ficou esquecido. Durante os 22 anos, apenas o caminho do ônibus mal foi asfaltado, não havendo na localidade nenhuma escola. O posto de saúde “trabalha precariamente, sem agentes comunitários”, que seria o mínimo esperado.
— Então, lá têm muitas famílias que não são acompanhadas pelos agentes comunitários de saúde e estão fora desse atendimento; lá tem muita gente morando — reclama a moradora.
Isolamento e insegurança
Além do isolamento, da infraestrutura de saneamento não concluída e da insegurança pública vivida pelos moradores, a agente comunitária censurou a indiferença dos proprietários de lotes vagos, em relação à limpeza e limites:
— Compram os lotes e deixam lá, a criar mato e capim para os animais soltos (cavalos e bois). Não cuidam das suas propriedades — reclama, pedindo aos vereadores que intercedam pelo bairro.
A tribuna disse que os moradores precisam de uma escola “não é de hoje” e as ruas de meio-fio para se iniciar uma arborização adequada.
— As pessoas de lá querem colaborar, plantar árvores, resolver o problema da proliferação de cachorros, muitos deles doentes; mas precisamos da atenção dos gestores — afirma a ACS, solicitando a presença da ronda policial, especialmente nos fins de semana, quando a criminalidade aumenta.
—Isso nos envergonha — completa.
Escola infantil
O presidente da Câmara, Adair Otaviano (PMDB), em seu pronunciamento, referiu-se às precariedades do bairro, dando esperança de que a administração de Galileu já está olhando para aquela região. Revelou que a secretária municipal de Educação, Vera Prado, lhe adiantou que um Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) está para ser construído no bairro, com recursos do Ministério da Educação.
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