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Leitos extras no São João de  Deus operam com 95% de ocupação 

Leitos extras no São João de  Deus operam com 95% de ocupação 

Da Redação

Menos de um mês após a Prefeitura de Divinópolis anunciar a contratação de leitos extras no Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) para desafogar a UPA Padre Roberto, a medida já está atingindo o limite de capacidade com a crescente demanda por internações. Dos 12 leitos contratados — sendo 10 de enfermaria pediátrica e dois de UTI —  já operam com 95% de ocupação. Enquanto isso, apesar da diminuição da ocupação, a situação na UPA continua crítica, com a taxa geral em 133%.

A pressão por atendimentos, impulsionada pelo aumento de casos de síndromes respiratórias típicas do outono, como bronquiolite e influenza, também reflete na rede particular, que observa crescimento na demanda.

Leitos extras

Os leitos contratados junto ao CSSJD foram anunciados no dia 13 de maio como uma medida adotada para aliviar a pressão sobre a UPA. O contrato firmado pela Prefeitura prevê 10 vagas de enfermaria pediátrica e duas de UTI, com investimento de R$ 1,5 milhão, custeados com recursos do orçamento municipal. Porém 95% desses leitos já estão ocupados. Procurada pelo Agora, a assessoria de comunicação da Prefeitura ainda não especificou a quantidade de vagas utilizadas para a enfermaria pediátrica e quantos para a UTI.

Os pacientes internados, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, apresentam quadros de síndromes respiratórias, como bronquiolite, influenza e demais infecções sazonais, comuns neste período do ano.

Redução

Dados divulgados pela UPA na última quarta-feira, 4, demonstram que a situação na unidade segue pressionada, mas com redução na taxa geral de ocupação. O número que era de 160% na última segunda-feira, 2, ontem caiu para 133%, mas segue além da capacidade projetada.

A fila de espera por transferência hospitalar também diminuiu. Na segunda-feira,  74 pessoas aguardavam vagas, sendo três crianças,  Agora, são 56, porém o número de crianças aumentou para 5. 

Pressão por mais apoio

Durante a visita ao Hospital Regional na última sexta-feira, 30, o prefeito Gleidson Azevedo (Novo) aproveitou a oportunidade para tratar de diversas demandas da saúde pública da cidade. 

Em um encontro com o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, além de debater melhorias para o HR, o chefe do Executivo destacou a situação crítica da e cobrou ações urgentes do governo de Minas para conter a superlotação da unidade.

Em entrevista ao Agora, durante a visita, Baccheretti reforçou que a Central de Regulação do Estado tem atuado para transferir pacientes para outras cidades e que a inauguração do Hospital Regional, prevista para os próximos meses, será fundamental para reorganizar a assistência em Divinópolis e em toda a região.

— Nós conseguimos levar muitos pacientes para a região, Belo Horizonte e lugares mais longe, neste momento de sazonalidade de doenças respiratórias. Mas essa grande transformação passa por esse hospital regional também, tão sonhado e que em breve o governador Romeu Zema irá entregar — comentou. 

Rede privada também sente reflexos

Apesar de o colapso estar concentrado na rede pública, os hospitais particulares de Divinópolis também registraram aumento nos atendimentos de pacientes com síndromes respiratórias. Segundo informações de um privado da cidade, os casos de influenza são os mais frequentes no momento.

Apesar do crescimento na procura, a pressão por leitos na rede particular não atinge o mesmo nível crítico enfrentado pela UPA.

Orientações 

Diante da superlotação da UPA e da pressão sobre os hospitais, a Prefeitura reforça que a população deve buscar atendimento na UPA apenas em casos de urgência e emergência. Para situações de menor gravidade, como dores de cabeça, viroses, alergias, resfriados e outros sintomas gripais leves, a orientação é procurar uma das Unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF) dos bairros.

— A compreensão e colaboração da comunidade são fundamentais para que possamos superar esse momento com empatia, respeito e cuidado coletivo— destaca nota divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde.

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