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Mais de 5 toneladas de hortifrutis são reaproveitadas e distribuídas na região 

Produtos que não seriam comercializados foram recebidos pelo Banco de Alimentos e enviados para instituições de Divinópolis, Formiga e Martinho Campos

Por Lucas Maciel · Redação· 3 min de leitura
Mais de 5 toneladas de hortifrutis são reaproveitadas e distribuídas na região 

Mais de 5,8 toneladas de frutas, verduras e legumes que poderiam acabar no lixo ganharam outro destino. Os produtos foram recebidos nesta semana pelo Banco de Alimentos e serão distribuídos para entidades que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade. Ao todo, são 5.838,4 quilos de hortifrutis, entre batata, tomate, manga e mamão.

A maior parte da carga ficará em Divinópolis e será encaminhada para as 38 entidades socioassistenciais atendidas pelo Banco de Alimentos. Outra parcela seguirá para instituições de municípios da região, conforme a disponibilidade e a necessidade de cada local.

Entre os produtos estão cerca de 500 quilos de batata, 2,4 toneladas de tomate, 750 quilos de manga e 2,2 toneladas de mamão. Apesar de não terem sido destinados à comercialização, os alimentos estão próprios para o consumo.

As doações foram recebidas por meio do Prodal, o Banco de Alimentos da CeasaMinas e do Banco de Alimentos de Ribeirão das Neves. O modelo permite aproveitar produtos que perderam espaço no mercado, mas ainda apresentam condições adequadas para chegar à mesa.

De onde vem e para onde vai

O funcionamento é baseado no aproveitamento de excedentes. Os alimentos são encaminhados aos bancos de alimentos e, depois da triagem, distribuídos para instituições que atendem famílias em situação de vulnerabilidade.

Quando a quantidade recebida supera a demanda local, os produtos podem ser repassados para outras cidades. Foi o que ocorreu nesta semana: parte dos alimentos seguiu para o Banco de Alimentos de Formiga e para a Cozinha Solidária da Acapac, em Martinho Campos.

A distribuição evita que os produtos sejam descartados e amplia o número de pessoas beneficiadas pela mesma doação.

O gerente do Banco de Alimentos de Divinópolis, Anuar, explica que a integração entre as unidades ajuda a aproveitar melhor os produtos recebidos.

— Nosso trabalho é justamente buscar onde sobra e levar onde falta. Quando os bancos de alimentos trabalham em rede, conseguimos aproveitar melhor os excedentes e fazer com que eles cheguem a quem realmente precisa — afirmou.

Combate ao desperdício

Além de contribuir para a alimentação de famílias em situação de vulnerabilidade, o trabalho tem relação direta com o combate ao desperdício de alimentos. Produtos que não encontram comprador por questões comerciais ou de oferta podem continuar sendo utilizados.

O Banco de Alimentos de Divinópolis faz parte da Barcos-MG, que reúne unidades das regiões Centro-Oeste e Sul de Minas, e da Reba-RMBH, rede formada por bancos de alimentos da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A integração permite o intercâmbio de produtos entre as unidades. Assim, a quantidade disponível em um município pode ser direcionada para outro quando houver maior necessidade.

A engenheira agrônoma da Secretaria Municipal de Agronegócios, Andressa Oliveira, destaca que o modelo também contribui para ampliar o acesso a alimentos.

— Quando articulamos bancos de alimentos, municípios, entidades socioassistenciais e parceiros como a CeasaMinas, fortalecemos uma política pública que combate o desperdício e amplia o acesso à alimentação adequada — afirmou.

Mais de cinco toneladas

Somados, os produtos recebidos nesta semana representam uma carga de 5,8 toneladas. O volume inclui alimentos de diferentes tipos e que terão destinos distintos dentro da rede.

A maior parte será entregue às instituições cadastradas no município, enquanto os excedentes serão aproveitados por iniciativas de outras cidades. Dessa forma, uma mesma doação pode atender diferentes pontos da região.

Para a secretária municipal de Agronegócios, Cláudia Santana, o compartilhamento é importante justamente quando há produtos além da demanda local.

— Divinópolis recebe, organiza e distribui, mas também compartilha quando possui excedentes — disse.

O trabalho une duas frentes: evitar que alimentos próprios para o consumo sejam descartados e fazer com que eles cheguem a quem precisa. Ao deixar o circuito comercial, os produtos passam por triagem e seguem para entidades que fazem o atendimento direto às famílias.


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