Minas confirma três casos de mpox em 2026 e acende alerta para prevenção

Lucas Maciel
Minas Gerais confirmou três casos de mpox em 2026, conforme boletim epidemiológico divulgado, marcando os primeiros registros da doença no estado neste ano. Os diagnósticos foram realizados em Belo Horizonte e Contagem, na Região Metropolitana, e não houve necessidade de internação dos pacientes.
Os dados constam em atualização da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Até o último dia 16, o estado contabilizava 19 notificações suspeitas da doença. Destas, três foram confirmadas por exame laboratorial, um caso é considerado provável, nove seguem em investigação e seis foram descartados. Até o momento, não há registro de óbitos relacionados à infecção em Minas.
Registros
Os três casos confirmados ocorreram em homens — um na faixa etária de 40 a 49 anos e dois entre 30 e 39 anos. Segundo a pasta, todos apresentam boa evolução clínica e são acompanhados pelas equipes de saúde.
No cenário nacional, o Brasil já soma 48 casos confirmados de mpox em 2026. O maior número está concentrado em São Paulo, que registra 41 confirmações neste ano. Os demais casos estão distribuídos entre outros estados, incluindo Minas Gerais.
Divinópolis
Divinópolis não possui, até o momento, nenhum caso confirmado de mpox em 2026. A vigilância epidemiológica municipal mantém o monitoramento e orienta profissionais das unidades de saúde.
Doença
A mpox é uma infecção viral causada por um vírus da mesma família da antiga varíola humana, erradicada em 1980. A doença existe há décadas, principalmente em países da África Central e Ocidental, mas ganhou repercussão mundial a partir de 2022, quando passou a registrar surtos em diversos continentes.
Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas. Após essa fase, surgem lesões na pele que evoluem de manchas avermelhadas para bolhas com líquido e, posteriormente, crostas. As erupções podem aparecer no rosto, tronco, mãos, pés e região genital, podendo causar dor e desconforto.
Transmissão
A principal forma de transmissão é o contato físico direto com lesões ou secreções de pessoas infectadas, antes da cicatrização completa. Esse contato pode ocorrer durante relações sexuais ou em outras formas de proximidade física. Também é possível a transmissão por meio de fluidos corporais e objetos contaminados. A transmissão por gotículas respiratórias é considerada menos comum.
O período de incubação pode variar de poucos dias a até três semanas. A recomendação das autoridades de saúde é que pessoas com sintomas suspeitos evitem contato próximo com outras pessoas e procurem atendimento médico para avaliação e confirmação do diagnóstico. O isolamento deve ser mantido até o desaparecimento completo das lesões.
Prevenção e vacinação
A vacinação é apontada como a principal forma de prevenção. No Brasil, o imunizante está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos considerados mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV/aids, usuários de PrEP e profissionais de saúde com maior risco de exposição ao vírus.
Especialistas reforçam que o reconhecimento precoce dos sintomas é fundamental para interromper a cadeia de transmissão. Ao identificar febre associada a lesões na pele, principalmente após contato íntimo recente, a orientação é buscar uma unidade de saúde para avaliação clínica e coleta de exame.
Com três confirmações em 2026, Minas passa a integrar a lista de estados com registros da doença neste ano, enquanto municípios como Divinópolis seguem sem ocorrências, mantendo apenas o monitoramento preventivo.
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