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Carla Patrícia

Mitos e verdades sobre a relação entre a dieta e o autismo

Por Bruno
Mitos e verdades sobre a relação entre a dieta e o autismo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que tem se tornado cada vez mais prevalente nos últimos anos. E, embora o autismo seja principalmente reconhecido por seus aspectos relacionados ao desenvolvimento neurológico e comportamental, evidências têm mostrado uma associação entre a dieta e o autismo.

Então, será que é possível usar a alimentação a favor do cuidado no autismo? 

Seletividade alimentar 

A seletividade é o desafio alimentar mais frequente no autismo. Um estudo com 46 crianças com TEA com idade entre 2 e 10 anos apontou que a seletividade alimentar foi observada em 84,8% das crianças e que, entre os mais novos, até 5 anos de idade, a recusa alimentar é algo persistente. 

Os alimentos têm diferentes cores, sabores, texturas e aromas que podem aflorar a hipersensibilidade tátil e olfativa no autismo, juntamente com a inflexibilidade comportamental. Por isso, pode levar a restrições alimentares e uma alimentação mais exigente e monótona.”

Saúde intestinal 

Já está bem claro entre os cientistas e profissionais da saúde a relação entre cérebro e intestino. E no autismo, essa investigação é ainda mais interessante considerando tudo o que envolve o transtorno.

É comum relatos de que pessoas com autismo apresentam uma saúde intestinal deficiente, especialmente pela seletividade alimentar, fazendo com que sintomas como: diarreia, prisão de ventre e dores abdominais sejam frequentes.

Veja algumas estratégias:

• Observar as características dos alimentos que a pessoa com autismo aceita (como a cor e textura) e buscar por FLVs (frutas, legumes e verduras) parecidos;

• Ir fazendo pequenas aproximações com o alimento, deixando-o mais presente no campo visual da pessoa com autismo, depois trazendo para mais perto, para tocar, brincar, cheirar, encostar na boca e depois tentar comer. Esse é um processo gradual e pode levar semanas;

• Criar oportunidades de interação com o alimento. Para crianças, tentar envolver o alimento em brincadeiras, por exemplo;

• Permitir a participação na compra e no preparo da refeição sempre que possível;

• Comer junto para dar exemplo e gerar confiança;

• Oferecer um mesmo alimento em diferentes apresentações. Pode ser que a pessoa com autismo aceite uma das formas de preparo e apresentação;

• Buscar tornar o ambiente em que a pessoa coma mais tranquilo, caso perceba que existe algo que intensifica a dificuldade durante a refeição 

Obesidade e autismo

Pesquisas apontam que a obesidade é uma doença de maior prevalência em crianças com autismo do que crianças que não apresentam o espectro. Essa relação se dá em muitos casos pela forma de como os alimentos são consumidos, por exemplo, diante de outros estímulos que atrapalham a identificação da saciedade, como comer em frente à televisão.

Além disso, as crianças com autismo consomem poucos alimentos que apoiam a nutrição saudável, como frutas, legumes e verduras. Além da alimentação, existe uma dificuldade também sobre a prática de atividade física na criança com autismo devido à questões relacionadas a interações sociais e sensibilidades com alguns aspectos ambientais. 

Nesse sentido, é indicado que:

Para controle do peso, as estratégias nutricionais são bem semelhantes com as utilizadas para melhora da saúde intestinal. 

É importante que em casa haja disponibilidade de alimentos saudáveis e que eles façam parte da alimentação dos demais para que as chances de consumo pela criança sejam maiores.

Dietas para tratamento do 

Apesar da íntima relação entre nutrição e cérebro, não existe uma dieta que possa reduzir os sintomas repetitivos característicos do autismo. A alimentação no autismo pode desempenhar outros papéis, como na redução de sintomas gastrointestinais que são comuns nessa condição.

Dieta

É preciso muita cautela em aderir qualquer tipo de dieta para um público que pode apresentar seletividade e recusas alimentares, as quais podem levar a uma intolerância às mudanças dietéticas e dificuldade de adesão.

A dieta no autismo deve considerar todas as especificidades do indivíduo, pois cada pessoa apresenta um tipo e grau de sensibilidade que deve ser acompanhado, buscando uma solução ou adaptação.

Não se conforme com as dificuldades, busque ajuda profissional para ajudar a pessoa com autismo a se alimentar melhor para ter uma boa qualidade de vida.

A alimentação deve ser saudável e variada, incluindo alimentos naturais como frutas e vegetais frescos, cereais integrais, leguminosas, laticínios, proteínas e gorduras saudáveis.

Priorizar o consumo de frutas

É fundamental incluir de 2 a 3 porções de frutas frescas por dia, como maçã, pêra, banana, uva e laranja, que podem ser distribuídas no café da manhã, lanche da manhã e lanche da tarde, por exemplo.

As frutas são ricas em nutrientes que são essenciais para a formação dos dentes e ossos, evitar anemia, promover o crescimento adequado e fortalecer o sistema imunológico.

1- Consumir proteínas diariamente

As proteínas, como peixe, ovo, frango, carne bovina e tofu, devem ser consumidas diariamente. Isso porque as proteínas atuam no crescimento e desenvolvimento físico e mental e fortalecem o sistema imunológico,  regulando as funções do sistema nervoso.

2. Evitar alimentos industrializados

É importante porque geralmente são ricos em açúcar, gordura e aditivos químicos que favorecem a adoção de hábitos alimentares ruins e podem causar obesidade, diabetes e outros problemas de saúde.

Alguns exemplos de alimentos industrializados são sorvete, pizza, hambúrguer, frituras, molhos, refrigerantes, temperos e molhos prontos, achocolatado, linguiça, salsicha e bacon.

3-  Consumir legumes e hortaliças diariamente

Legumes e hortaliças, como tomate, chuchu, cenoura, abóbora e alface, por exemplo, devem ser oferecidos diariamente e, pelo menos, no almoço e no jantar.

Esses alimentos são ricos em fibras que aumentam o volume das fezes e estimulam os movimentos normais do intestino, ajudando na prevenção da prisão de ventre. Além disso, os legumes e as hortaliças são ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes.

5 - Comer cereais integrais

Os cereais integrais, como arroz integral, macarrão integral, quinoa, amaranto, pão integral, milho e aveia, são essenciais pois fornecem energia para o crescimento, o desenvolvimento e para as funções vitais do corpo, como respiração, funções do cérebro e coração.

Já as fibras, presentes em boas quantidades nos cereais integrais, são importantes para equilibrar os níveis de açúcar no sangue e 

aumentar os movimentos intestinais, prevenindo a diabetes e a prisão de ventre.

6 - Consumir gorduras saudáveis

As gorduras saudáveis, como ômega 3, ômega 6 e ômega 9 têm ação antiinflamatória e antioxidante, ajudando a melhorar a disposição, a memória e a cognição, além de prevenir doenças como obesidade e diabetes.

As gorduras saudáveis devem ser consumidas diariamente e estão presentes em alimentos como azeite de oliva, castanha-do-pará, nozes, semente de chia e de abóbora.

7 -  Beber bastante água

É importante para melhorar a circulação de sangue, prevenir a prisão de ventre, manter as funções do coração, cérebro e músculos e fortalecer o sistema imunológico

As gorduras saudáveis devem ser consumidas diariamente e estão presentes em alimentos como azeite de oliva, castanha-do-pará, nozes, semente de chia e de abóbora.

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