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Augusto Ambrosio Fidelis

Mulher: esse bicho esquisito 

Por Portal Agora
Mulher: esse bicho esquisito 

Augusto Fidelis 

Rita Lee define a mulher como um bicho esquisito, mas Alfred de Musset tem outra opinião: “Mulher é como a tua sombra: se corres atrás dela, ela correrá à tua frente; se corres à frente dela, ela vem atrás de ti”. Há mulher que é uma Amélia: resignada, tudo aceita, tudo suporta. Há também aquela indomável. 

Desde o início dos tempos, homem e mulher mantêm uma relação de amor e ódio. Por causa desse contraste, em 8 de março de 1857, em Nova York, 130 tecelãs em greve, que reivindicavam redução da jornada diária de 16 para dez horas, além de melhores condições de trabalho, foram trancadas dentro da fábrica e queimadas vivas. No ano de 1910, numa conferência na Dinamarca, ficou decidido que a data seria o Dia Internacional da Mulher. Mas só em 1995 a ONU oficializou a homenagem.

No século XX, pelo menos no Ocidente, a mulher conseguiu direitos antes inimagináveis, mas continua sendo oprimida em muitas partes do mundo, particularmente nos países islâmicos, apesar da admoestação do profeta Maomé, que disse: “A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada”.

Todo homem tem um pouco de poeta. Quando a inspiração aflora, dana a compor versos para a mulher. Desde a antiguidade há quem cante as virtudes da mulher, a sua beleza e formosura. Porém, há quem alerte que mulher, apesar do seu encanto, não é lá flor que se cheire.  Nietzsche, por sua vez, disse: “A mulher foi o segundo erro de Deus”. 

A razão é explicada por Helen Rowland: “A mulher começa por resistir aos avanços do homem e termina por bloquear a sua retirada”. São muitas as pessoas que falam sobre a mulher, inclusive a própria mulher. Madame de Stael, por exemplo, é enfática: “Sinto-me feliz por não ser homem, porque, se fosse, teria de casar com uma mulher”. Diana de Poitiers acrescenta: “Os anos que uma mulher subtrai à sua idade não são perdidos. Ela acrescenta-os à idade de outras mulheres”.

Para provar que a mulher é um bicho custoso, Fernando Sabino declara: “No dia em que a mulher descobre que o homem, pelo simples fato de ser seu marido, é também seu cônjuge, coitado dele”. Apesar da controvérsia, Luiz Vasconcelos não tem dúvidas: “O maior desejo de um homem é acabar o dia nos braços da mulher amada”. Mas Saint Prosper adverte: “O coração da mulher, como muitos instrumentos, depende de quem o toca”. Bem, eu não vou entrar nessa pendenga, então, salve o Dia Internacional da Mulher!

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