Orçamento previsto para 2026 em Divinópolis é de quase R$ 1,3 bilhão

Da Redação
A elaboração do Plano Plurianual (PPA) e da Lei Orçamentária Anual (LOA) é um dos maiores desafios e, ao mesmo tempo, uma das principais responsabilidades de uma gestão municipal comprometida com o desenvolvimento. Não se trata apenas de cumprir uma obrigação legal, mas de pensar estrategicamente o futuro da cidade e garantir que os recursos públicos sejam aplicados de forma eficiente e transparente.
Diretrizes
O PPA tem papel estruturante, pois estabelece metas e prioridades para quatro anos, funcionando como um mapa que orienta investimentos e políticas públicas. Já a LOA é a tradução anual desse planejamento, detalhando como e onde o dinheiro público será utilizado. Juntos, esses instrumentos evitam decisões improvisadas, asseguram continuidade das ações e dão previsibilidade à gestão.
Audiência pública
Dentro das discussões, a Câmara sediou, no último dia 22, a audiência pública para apresentação da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do Plano Plurianual (PPA) referente a 2026-2029, ambos elaborados pela Secretaria Municipal de Planejamento, Gestão Ciência e Tecnologia (SEPLAG) em conjunto com as demais pastas da administração municipal.
Apresentação
A apresentação foi iniciada pelo O secretário de Planejamento, Gestão, Ciência e Tecnologia, Thiago Nunes, abriu a apresentação, e reforçou a importância da participação popular.
— O PPA e a LOA são instrumentos fundamentais para o desenvolvimento da cidade, pois definem onde e como serão aplicados os recursos públicos nos próximos anos. A participação da população é essencial para que o planejamento seja construído de forma democrática e atenda, de fato, às necessidades da comunidade. Por isso, convidamos todos os cidadãos a estarem presentes e contribuírem com suas ideias e propostas — destacou.
O diretor de orçamento, Lucas Carrilho, detalhou como é elaborado o PPA.
— O ciclo do PPA equivale à elaboração dos projetos administrativos até 2029. A construção desse processo orçamentário é bem extenso e está embasada em parâmetros econômicos nacionais e também por diretrizes, índices de inflação, projeção do salário mínimo, Produto Interno Bruto (PIB) entre outras análises no cenário econômico do país — frisou.
Dados
Já na parte analítica, o diretor de orçamento apresentou as planilhas de Despesas e Receitas calculadas para o exercício de 2026 que prevê um orçamento total de R$ 1.297.000.557,81 bilhão, sendo destacadas as destinações de: R$ 224.100 milhões para o Instituto Diviprev; R$ 34 milhões para a Câmara; R$ 293.611 milhões para Secretaria de Educação o que equivale a 18% do orçamento para a pasta e mais R$ 540 milhões para a Secretária de Saúde equivalentes a 34%.
Além das demais secretarias, a equipe da Seplag destacou que com a grande frente de obras que estão sendo realizadas em Divinópolis, a previsão é que a Secretaria de Obras seja contemplada com R$ 65 milhões.
Responsabilidade e equilíbrio
Para a vice-prefeita Janete Aparecida (Avante), o orçamento de 2026 foi elaborado com responsabilidade e equilíbrio, respeitando os limites financeiros da administração pública e, ao mesmo tempo, priorizando as áreas essenciais para o bem-estar da população. É natural, segundo ela, que sempre surjam demandas por valores maiores, mas a gestão buscou atender de forma justa e transparente todos os setores.
Para Janete, entre as pastas que recebem maior atenção estão Saúde, Educação, Obras e Assistência Social, que concentram grande parte dos investimentos e refletem diretamente na qualidade de vida dos cidadãos.
— Nosso compromisso é aplicar cada recurso da melhor forma possível, garantindo eficiência e benefícios concretos para a comunidade — destacou.
Emendas
Já de Emendas Impositivas é previsto por Lei Federal que seja calculado 2% da Receitas Corrente Líquida de 2024 para planejar o montante disponível dentro do orçamento que será destinado para o envio das emendas impositivas.
— Para 2026 estamos calculando a quantia de R$ 22.214.399,45 milhões de Emendas Impositivas, que serão distribuídas entre os 17 vereadores, oportunizando que cada parlamentar tenha o montante de R$ 1.306.729,38 milhão os quais 50% desse valor deverá ser destinado obrigatoriamente para a área da Saúde — explicou Thiago Nunes.
Instrumentos
Para o economista Lázaro Ribeiro, o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) são instrumentos fundamentais para a gestão governamental de qualquer cidade.
— A boa elaboração e execução desses instrumentos permite maior eficiência na aplicação dos recursos públicos, evita desperdícios e assegura transparência para a sociedade. Em outras palavras, é por meio deles que a cidade pode equilibrar planejamento e execução, transformando intenções em resultados — revela o economista.
Participação popular
O Município abriu um período para a população ter participação efetiva no processo de elaboração da peça, o qual os cidadãos tiveram até o dia 30 de junho para enviar suas sugestões, projetos e demandas que possam ser acopladas ao Plano Plurianual para os próximos quatro anos. Outra novidade nesse PPA foi a inserção dos objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU), chamados de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e para adequação junto ao PPA foi necessário planejar uma estratégia de ODS para cada pasta.
— Os programas planejados para o PPA 2026-2029 estão adequados com as ODS’s da ONU e foram construídos e planejados especificamente para cada secretaria — acrescentou Nunes.
Para Ribeiro, a participação popular na elaboração do PPA da LOA também é um elemento essencial para fortalecer a democracia e tornar a gestão pública mais transparente e eficiente. Conforme o profissional, esse envolvimento direto ajuda a aproximar o poder público da população, amplia a legitimidade das decisões.
— Ao participar da definição, a sociedade não apenas exerce um direito, mas também colabora para que o planejamento e o orçamento municipal sejam instrumentos mais eficazes de desenvolvimento econômico e social — finaliza.
Previsão
Ao longo da apresentação, o secretário de planejamento, Thiago Nunes, lembrou que a previsão pode sofrer alterações considerando que em 2026 será um ano político, e há situações orçamentárias em que precisarão ser adequadas com o cenário econômico da época.
A audiência teve a participação apenas dos vereadores: Israel da Farmácia (Progressistas), Wellington Well (Progressista), Ney Burguer (Novo), Josafá Anderson (Cidadania), Matheus Dias (Avante), Flávio Marra (PRD) e Vitor Costa (PT).
Leia também
Nova regra impede beneficiários do Bolsa Família de apostarem em sites de bets
Com alta nas notificações, Saúde se reúne para tratar da febre maculosa
Atleta do Estrela do Oeste brilha na competição em Conselheiro Lafaiete
Comarca de Divinópolis destina R$ 3,8 milhões de penas pecuniárias para projetos sociais
Divinópolis inicia campanha com programação especial
Minas inicia monitoramento do Plano de Controle de Emissões Atmosféricas
Mais recentes
Do nosso arquivo
Veja tudo o que publicamos em outubro de 2025
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…






